Francisco pede para se reunir com vítimas de abusos sexuais em sua viagem à Irlanda

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04 Agosto 2018

Nos próximos dias 25 e 26 de agosto, o Papa Francisco viajará a Dublin para encerrar o Encontro Mundial das Famílias. A visita papal à Irlanda também deve servir para um encontro do Pontífice com algumas das vítimas de abusos sexuais do clero no país, açoitado pelos escândalos. No entanto, o programa oficial da visita não inclui nenhum momento.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 03-08-2018. A tradução é do Cepat.

“O tempo é muito limitado”, desculpa-se o arcebispo de Dublin, Diamud Martin. De fato, no programa, que se tornou público em julho, não são incluídos espaços ‘privados’, que Francisco costuma utilizar para se encontrar com aquelas pessoas ou grupos com quem deseja ter um contato especial.

As vítimas de abusos na Irlanda são, sem dúvida, um destes coletivos. E, segundo Religión Digital pôde saber, Francisco já pediu aos organizadores que encontrem um espaço para se reunir com um grupo de sobreviventes da pedofilia clerical.

Ao encontro poderão comparecer algumas das vítimas das conhecidas como ‘escolas industriais’, as lavanderias de Madalena, e lares para mães e bebês, além de pessoas que sofreram abuso sexual por parte de sacerdotes e religiosos. No entanto, o Papa passará apenas 36 horas em Dublin.

 

Martin, sim, afirmou que, em seus discursos, o Papa “falará das diversas formas de abusos, não só o clerical, mas também o que ocorre nas instituições ou lares para mães e seus bebês”. “Seria grandioso conhecer algumas das vítimas ou sobreviventes desse grupo, mas o tempo é muito apertado”, ponderou o arcebispo.

No entanto, durante o Encontro Mundial das Famílias, Francisco se referirá às ‘famílias feridas”, entre as quais estão alguns dos modelos distantes daquele da ‘família tradicional’, e também as famílias feridas, ou as pessoas que viram sua confiança quebrada no ambiente familiar ou eclesiástico, em muitos casos, em razão dos abusos sexuais.

Um relatório recente comprovou centenas de casos de abusos sistemáticos em instituições católicas do país, durante o último século. Uma das vítimas dos abusos do clero na Irlanda é Marie Collins, que até poucos meses fazia parte da Comissão Antipedofilia vaticana, que abandonou ao considerar que não se fazia o suficiente pelas vítimas.

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