Cardeal Müller: A Alemanha deve recuperar a força moral para liderar na Europa

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03 Agosto 2018

Enquanto a Alemanha tem o potencial de ser um grande líder europeu, a Igreja local deve tomar uma posição firme para insistir na direção moral, disse o cardeal Gerhard Müeller, em uma entrevista recente.

"A Alemanha é um líder, economicamente falando, mas precisamos de liderança também na orientação moral e ética", disse o ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Ele advertiu que "a maioria dos líderes europeus e pessoas com autoridade estão muito ligadas a certas ideologias, como apoio ao aborto, eutanásia e casamento gay. Eles acham que este é o progresso da humanidade, mas é uma regressão", afirmou o ex-prefeito.

Müller falou ao Catholic Outlook, jornal diocesano de Parramatta, na Austrália, durante uma recente viagem ao país para dar uma palestra a um grupo de padres.

Na entrevista, publicada em 23 de julho, Müller respondeu a uma pergunta sobre a conferência dos bispos alemães, pressionada a permitir que os cônjuges protestantes de católicos recebam a Eucaristia em alguns casos.

A reportagem é publicada por Catholic News Agency, 31-07-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

Eis suas principais observações à entrevista:

“Infelizmente, nossos bispos estão pensando mais em categorias de política e poder e não nesta linha da Nova Evangelização. A intercomunhão não é possível, absolutamente e objetivamente, porque a Comunhão é a representação sacramental na Fé. Se você não tem plena comunhão na fé, não é possível ter plena comunhão na expressão sacramental, especialmente na Eucaristia. Não podemos dizer que é tudo a mesma coisa, basta ter um sentimento religioso ou um sentimento de que estamos juntos. Isso é muito bom, mas não é suficiente para a comunhão sacramental e, portanto, espero que os bispos alemães encontrem o caminho de volta para uma compreensão mais religiosa e espiritual da Igreja e respeitem também os fundamentos da fé católica, que não podem ser mudados.

"O governo tem um papel e limitações adequados, e nem todas as ações legais são morais. O poder do estado deve se responsabilizar pelo transcendente, pela lei e realidade superiores. Ele não é absoluto, mas deve aderir à lei moral natural, que é universal. Esforços para violar essa lei moral natural - por exemplo, legalizando o aborto ou tentando exigir que os padres violem o selo da confissão - são injustos. A Igreja pode ajudar a sociedade a entender os fundamentos de um Estado democrático e pluralista, que deve ser tolerante e aceitar todas as diversas religiões, mas com base nos direitos humanos e na lei moral natural.

"Nós, como Igreja Católica, somos os promotores da liberdade religiosa, não apenas exigindo isso para nós mesmos. Não somos um lobby para nós mesmos, mas nós somos promotores desse direito natural que todo mundo merece: a liberdade religiosa derivada da lei moral natural e da liberdade de consciência. A Igreja também contribui para a sociedade através do desenvolvimento e promoção da Doutrina Social Católica, educação e direitos dos trabalhadores. Ao se envolver com os desafios modernos, os católicos devem ter o cuidado de não cair nos rótulos políticos conservadores e progressistas. É absolutamente necessário que superemos essa distinção, esse cisma na Igreja, bem como nas outras comunidades cristãs em que temos esse problema. A Palavra de Deus é essa realidade que unifica todos. Não estamos divididos em partidos, unidos no único Corpo de Cristo, que é a própria Igreja.

"A divisão entre católicos “liberais” e “conservadores”, é contra o Espírito Santo, que une a Igreja e é o antídoto contra as divisões e separações. Seguir a orientação do Espírito Santo na humildade é fundamental. Ninguém, nem mesmo o Papa ou um Concílio, tem uma linha direta com o Espírito Santo, pois eles não estão recebendo uma nova revelação. Há uma revelação, para sempre dada em Jesus Cristo e, portanto, nossa base é a Sagrada Escritura.

"Não podemos dizer nada, nem estabelecer uma doutrina ou um entendimento na Igreja que seja contra as palavras de Deus nas Sagradas Escrituras e a expressão da tradição católica."

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