Quinto aniversário do sequestro do Pe. Dall'Oglio: para não esquecer

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27 Julho 2018

Cinco anos se passaram desde 29 de julho de 2013, dia em que o padre jesuíta Paolo Dall’Oglio foi raptado em Raqqa. Desde então, ninguém conseguiu ter notícias certas sobre o destino do religioso, sequestrado, de acordo com as reconstruções mais confiáveis, por um grupo de extremistas islâmicos pertencentes à al-Qaeda.

A reportagem é de Il Sismografo, 26-07-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Seu trabalho incansável de diálogo inter-religioso com o mundo islâmico, assim como sua vontade de aprofundar e compreender a crise das “primaveras árabes”, fazendo a sua contribuição como cristão para o processo de renovação dos países do Oriente Médio ainda oprimidos por ditaduras, foram elementos que distinguiram o seu compromisso com a Síria, onde ele viveu por mais de 30 anos.

Padre Paolo em Mar Musa (Foto: La Repubblica)

Lá, o Pe. Dall’Oglio tinha refundado em 1982 o mosteiro siro-católico de Mar Musa, no deserto ao norte de Damasco e, poucos anos depois, havia contribuído para recriar uma comunidade eclesiástica mista, promovendo o diálogo entre Islã e cristianismo.

As expulsões a que foi submetido entre 2011 e 2012 não conseguiram atacar a sua obra inspirada no ecumenismo, enriquecida com uma profunda espiritualidade e fraternidade. A comunidade al-Khalil (o amigo de Deus), fundada pelo Pe. Dall’Oglio no mosteiro de Mar Musa reconstituído, era o reflexo dessa sua vocação.

Nesses anos, muitas vezes, o Papa Francisco dirigiu apelos de esperança e orações para que surja a verdade sobre o Pe. Dall’Oglio, esse seu irmão com o qual o pontífice compartilha não só a fé, mas também a visão de diálogo, conhecimento e solidariedade com o mundo cristão do Oriente e com o Islã.

A Síria, terra atormentada por uma terrível guerra civil ainda em curso, tornou-se nesses anos um lugar de martírio e de sofrimento para muitos religiosos. Entre as muitas figuras que pagaram pessoalmente pelas suas escolhas de fé e de testemunho, lembramos, além do Pe. Dall’Oglio, os dois metropolitas de Aleppo, o greco-ortodoxo Boulos Yazigi o siríaco-ortodoxo Youhanna Ibrahim, ambos sequestrados em abril de 2013, cerca de três meses antes do jesuíta italiano. Deles também não se têm notícias certas, assim como não há sobre o Pe. Michel Kayyal e o Pe. Meaher Mahfouz, raptados em fevereiro de 2013.

Também é preciso as 13 freiras sírias que foram sequestradas em março de 2014 e depois libertadas. A mesma sorte teve o Pe. Jacques Mourad, raptado duas vezes e depois libertado. Por fim, é preciso lembrar a bárbara morte do padre jesuíta holandês Frans van der Lug, em abril de 2014 na cidade de Homs, assim como a do Pe. François Mourad, monge eremita, que foi morto no convento de Santo Antônio em Ghassanieh.

Na lista dos religiosos mortos, é preciso acrescentar os nomes de diversas pessoas de fé muçulmana. Entre as mais conhecidas, está Mohammad Said Ramada al-Bouti, renomado estudioso sunita e signatário em 2006, junto com outros 38 muçulmanos, da carta aberta ao Papa Bento XVI em que se oferecia disponibilidade ao diálogo e aprofundamento sobre temas como a fé e a razão.

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