Colômbia. Crise humanitária já conta com 178 líderes sociais assassinados

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07 Julho 2018

A líder social colombiana Ana María Cortés foi baleada na quarta-feira. Seu homicídio se soma aos de pelo menos 178 líderes sociais assassinados na Colômbia, desde que se assinou, em 2016, o acordo de paz entre o governo e as FARC. A situação de violência, que aumentou nos últimos dias, foi qualificada como uma crise humanitária pelo programa de defesa dos líderes de direitos humanos ‘Somos Defensores’.

A reportagem é publicada por Página/12, 06-07-2018. A tradução é do Cepat.

Cortés era uma reconhecida dirigente de Antioquia, que havia atuado como coordenadora da campanha do ex-candidato presidencial esquerdista Gustavo Petro, que no último dia 17 de junho perdeu no segundo turno das eleições do direitista Iván Duque.

O assassinato de Cortés foi denunciado por Colômbia Humana, o movimento político que impulsionou a candidatura de Petro, que afirmou que as ameaças contra ela começaram desde antes do primeiro turno eleitoral de maio.

“O tema das agressões contra pessoas que se dedicam a defender os direitos humanos na Colômbia já está em outro nível e o nível em que está é uma crise humanitária”, afirmou o coordenador de Somos Defensores, Carlos Guevara, e acrescentou que a situação de violência contra os defensores de direitos humanos e líderes sociais na Colômbia havia chegado ao nível de crise humanitária.

Guevara explicou que utilizava este adjetivo porque havia atores em distintos territórios que, disse, estavam tentando acabar com a vida de todos e cada um dos líderes, sem que haja uma resposta estatal para diminuir o número de homicídios. De fato, nos últimos dias, aumentou a violência contra as lideranças sociais, com o assassinato de quatro deles, em diferentes regiões do país.

O ativista enfatizou o silêncio do governo, em especial após das eleições legislativas de março passado e o segundo turno das presidenciais de 17 de junho, no qual foi eleito Iván Duque, do uribista Centro Democrático (direita).

“Parece que as instituições se silenciaram após as eleições e estão vendo do muro como estão assassinando estes líderes sociais e defensores de direitos humanos”, acrescentou Guevara. Além disso, o membro de Somos Defensores lamentou que a situação não tivesse feito parte da recente campanha eleitoral e reivindicou ações do governo. “Não temos resposta estatal, há uma situação de violência massiva, não posso dizer que é generalizada, nem que é sistemática, porque não temos neste momento como evidenciá-la, mas, sim, é massiva”.

Em sua opinião, esta onda de violência é um assunto que chama a atenção da comunidade internacional e precisará ser encarada pelo eleito presidente Duque. “Este é o principal problema que o novo Governo irá enfrentar, assim que chegar à Casa de Nariño”, no próximo dia 7 de agosto, concluiu Guevara.

A esse respeito, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, condenou ontem a recente onda de assassinatos de líderes sociais, ordenou ao ministro de Defesa, Luis Carlos Villegas, se colocar à frente da situação e convocou uma comissão para reforçar a segurança. “Independente da discussão de se existe ou não sistematicidade (nos assassinatos), o que temos que ser é o suficientemente eficazes na proteção, e é aí onde ainda não estamos sendo, e isso nos preocupa muitíssimo”, disse à cadeia de rádio RCN o ministro do Interior, Guillermo Rivera.

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