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30 Junho 2018

Foi recebido em meio a aplausos e ao grito de “Presidente, Presidente!”. Sorridente e apertando mãos, Andrés Manuel López Obrador abriu caminho entre a multidão que o aguardava no Estádio Azteca para escutar seu último comício, próximo às eleições de domingo.

A reportagem é publicada por Página/12, 29-06-2018. A tradução é do Cepat.

“Há entre a gente, entre vocês, uma alegria contagiante e vibrante porque o ânimo da sociedade e as pesquisas apontam que vamos vencer as eleições”, disse na noite de quarta-feira o político nacionalista de centro-esquerda, líder do partido Movimento Regeneração Nacional (Morena) e candidato à presidência do México pela terceira vez.

Chegou com uma hora e meia de atraso, mas foi aclamado como uma estrela de rock. Atravessou todo o estádio e aproveitou para tirar fotos com aqueles que lhe pediam. Antes de chegar à Cidade do México, teve atos de encerramento de campanha nos estados sulistas de Chiapas e Tabasco, este último seu estado natal.

O Azteca, testemunho de proezas do futebol, multitudinários concertos e com uma capacidade para 90.000 pessoas, tornou-se o cenário para que López Obrador, que lidera as preferências de voto, encerrasse sua campanha eleitoral fortemente: com música, luzes e a promessa de uma vitória.

O local transbordava de simpatizantes do veterano político que começaram a chegar desde o início da tarde. Muitos em ônibus de diferentes estados: Oaxaca, Veracruz, Guerrero, Tabasco e o Estado do México, vizinho da Cidade do México, entre outros.

“Estamos a ponto de começar a quarta transformação na história do México e de tornar realidade os sonhos de muitos mexicanos de antes e de nosso tempo”, disse AMLO, como é conhecido. As três primeiras “transformações” às quais faz referência são a Independência, a Guerra da Reforma de 1858 e a Revolução de 1910.

No grande coliseu da capital prometeu acabar com a corrupção, “problema principal do México”, e destacou que sua eventual vitória no domingo não é espontânea e tampouco se deve apenas ao “mal-estar” provocado pelo atual governo. “Não surge de repente, nem brota unicamente do mal-estar que provocou o antigo regime autoritário dos últimos tempos e que está, esse regime corrupto, chegando a seu fim”, manifestou.

O político de 64 anos, ex-prefeito de Cidade do México (2000-2005), disse que se chegar à presidência realizará uma “transformação pacífica e ordenada. Uma transformação sem violência”, mas também “radical”. “E que ninguém se assuste”, acrescentou, “porque ‘radical’ vem de ‘raiz’ e o que faremos é arrancar pela raiz o regime corrupto”, esclareceu. Com o fim das campanhas, inicia-se os três dias de silêncio eleitoral para a reflexão do voto.

Os milhares de participantes do evento político esperaram toda a tarde sob um intenso sol até que caiu a noite e seu candidato chegou. No entanto, a espera foi amenizada por um grande espetáculo musical. Telas gigantes, microfones, refletores e um grande cenário foram colocados no estádio para o desfrute do público. O “AMLO Fest”, conforme se publicou o evento, contou com um show musical de grupos como Caña Brava e os cantores Margarita, “A deusa da cúmbia”, Belinda e Espinoza Paz.

“Quero um México melhor, um México com futuro”, escutou-se Belinda dizer em um spot prévio a sua aparição no cenário. A cantora de 28 anos já havia manifestado em suas redes sociais, muito antes, sua intenção de votar em López Obrador. “Estamos todos muito unidos e sou a mais feliz por fazer parte disto”, acrescentou.

O público dançou ao ritmo da cúmbia de Margarita e cantou as canções pop rock de Belinda, que ao final de sua apresentação entoou rancheiras junto a mariachis. O candidato do Morena havia prometido uma “festa” e cumpriu.

Que López Obrador encerre sua campanha eleitoral no Azteca não é um detalhe menor. Não apenas se trata do coliseu mais representativo do México, como também é o lugar no qual os dois últimos presidentes encerraram suas próprias campanhas: Felipe Calderón, em 2006, e Enrique Peña Nieto, em 2012.

Presságio ou não, o candidato afirmou que no domingo sairá vitorioso, o que parece muito provável, dado a ampla margem de vantagem que as pesquisas lhe dão em relação a seus adversários.

Durante o veto eleitoral, que chega após 90 dias de campanha e 60 dias de pré-campanha, em que os anúncios políticos inundaram rádio, televisão, imprensa e internet, também começa a retirada da propaganda eleitoral física das ruas.

No domingo, estão convocados às urnas 89 milhões de mexicanos para eleger a mais de 3.400 cargos públicos, entre eles o presidente, o chefe de Governo de Cidade do México, deputados e senadores. Aspiram à presidência Andrés Manuel López Obrador, do esquerdista Movimento de Regeneração Nacional (Morena); Ricardo Anaya, do conservador Partido Ação Nacional (PAN); José Antonio Meade, do situacionista Partido Revolucionário Institucional (PRI), e o independente Jaime Rodríguez Calderón, “El Bronco”.

O titular do Instituto Nacional Eleitoral, Lorenzo Córdova, antecipa um dia exitoso, apesar da violência com o registro de 130 assassinatos políticos no país. “A violência existe, complica mais a organização, mas não está impedindo as eleições”, afirmou Córdova sobre as eleições, consideradas as mais complexas, custosas e vigiadas da história do México.

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