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08 Junho 2018

"A financeirização - como renda não gera renda indefinidamente - é uma bolha que ainda se mantém por estar sendo alimentada pelo governo central, via aumento da dívida pública federal", alerta João Pedro Casarotto, auditor.

Eis o artigo. 

A automação e a financeirização da economia têm provocado alta concentração de renda e acentuada diminuição de postos de trabalho.

A automação, com suas máquinas, robôs e softwares cada vez mais eficazes, veio para ficar, já que a sua inafastabilidade é consenso.

A financeirização - como renda não gera renda indefinidamente - é uma bolha que ainda se mantém por estar sendo alimentada pelo governo central, via aumento da dívida pública federal.

Escondida por registros contábeis atécnicos - a contabilização de despesas correntes como despesas de capital e a adoção dos falaciosos e distorcidos superávits e déficits primários – esta dívida passou, nos últimos vinte anos, de 3,4 para 7,2 vezes a receita corrente líquida anual da União.

Por isto é crescente a massa de jovens que não obtêm renda para atender aos apelos de consumo que lhes são dirigidos, o que os leva ao subemprego, à frustração, à revolta, à violência, ao individualismo e ao hedonismo.

A atual deterioração social e econômica impõe que os gestores eleitos deixem de só administrar as suas carreiras políticas para se preocuparem com o desenvolvimento do brasileiro, começando com três medidas.

Os Senadores devem fazer o tema de casa que a Lei de Responsabilidade Fiscal lhes impõe desde o ano de 2000, que é o de estabelecer um limite para o crescimento da dívida pública federal que vem esterilizando grande parte da moeda em circulação com altos juros desestimuladores do investimento produtivo.

O Congresso Nacional deve aprovar o PLS 561/2015 - que encerra a desestruturante dívida dos Estados com a União contratada em 1998 - e promover a imediata distribuição da renda que enormes corporações vêm concentrando de forma desmedida, como, por exemplo, os bancos e as mineradoras.

Senhores gestores públicos, renda e emprego são fundamentais para o desenvolvimento do Brasil.

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