Decisão do Papa sobre documento de bispos alemães está alinhada ao Concílio Vaticano II

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07 Junho 2018

O Papa Francisco pediu que os bispos católicos alemães refizessem seu documento sobre o acesso à Eucaristia para cônjuges luteranos em casais de matrimônio misto.

O Padre Dominicano Hervé Legrand, ex-diretor do Instituto de Estudos Ecumênicos Avançados do Instituto Católico de Paris (Catholic Institute of Paris), discute a decisão com a La Croix.

A entrevista é de Nicolas Senèze, publicada por La Croix International, 06-06-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Eis a entrevista.

Como se explica a decisão da Congregação para a Doutrina da Fé  de que o documento dos bispos alemães "ainda não está preparado para publicação"?

A decisão do arcebispo Ladaria [o cardeal designado Luis Ladaria, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé], apoiada pelo Papa Francisco, parece sábia e fiel ao Vaticano II e ao decreto Unitatis Redintegratio.

Também está de acordo com o Diretório sobre o Ecumenismo, que chega a "recomendar" que pessoas não cristãs tenham acesso a sacramentos católicos em certos casos.

O que o Papa quer é que os bispos alemães cheguem a um acordo sobre os critérios a partir dos quais cada bispo tomaria sua própria decisão, sem que os bispos que são totalmente fechados e intransigentes fiquem de um lado e os muito liberais de outro.

Portanto, não vai contra o desejo do Papa dar maior competência doutrinal às conferências episcopais?

A decisão tem muito bom senso e pretende ajudar os bispos alemães a chegar a uma decisão comum. Também me parece estar em conformidade com o desejo do Papa de dar maior responsabilidade às conferências episcopais.

Em seu primeiro documento, Evangelii Gaudium, o Papa Francisco mencionou a possibilidade de dar "certa autoridade doutrinária" a eles (§32).

Essa possibilidade havia sido rejeitada por João Paulo II, que decidiu que as conferências episcopais não seriam um magistério ordinário, a menos que chegassem a uma decisão unânime – o que nunca acontece – e também tivessem a aprovação de Roma.

Mas o Papa não pediu aos bispos alemães para chegarem a um acordo unânime sobre esta questão?

Ele está pedindo que cheguem "a um acordo o mais unânime possível". Isso não significa que seja o tipo de "unanimidade" exigida por João Paulo II, que resultou em extremos terríveis.

Por exemplo, quando um padre alemão perguntou se meninas poderiam participar da missa como seus irmãos, em vez de pedir que ele consultasse seu bispo, Roma colocou dois dicastérios para trabalhar a respeito disso por 11 anos para chegar a uma decisão universalmente válida!

Ao insistir que os bispos alemães assumam suas responsabilidades, o Papa está tentando acabar com esta centralização excessiva.

Em que áreas as conferências episcopais terão mais latitude?

Há muitas áreas em que as conferências episcopais podem exercer sua competência, como a área relativamente sensível da sexualidade.

Por exemplo, tendo em conta o próximo Sínodo da Amazônia, o Papa Francisco avisou vários bispos que ponderaria esta possibilidade se eles pedissem para ter a opção de ordenar homens casados ao sacerdócio.

Já não estamos operando em uma lógica de centralização com Roma no topo e os outros embaixo; estamos pressionando a conferência episcopal para assumir suas responsabilidades.

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