Bill Gates adverte: "A próxima pandemia poderia causar 33 milhões de mortes em seis meses”

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28 Mai 2018

Vários livros, séries de televisão e blockbusters giram em torno do risco de contaminação e o perigo representado pelo impacto que um novo vírus, avançado e inteligente, poderia ter sobre a nossa sociedade germofóbica e totalmente descuidada com a prevenção. No passado, a Europa foi flagelada pela peste negra e pela epidemia de gripe espanhola que dizimaram a população e nestes últimos anos – passando do vírus Ebola à dengue, da influenza aviária ao mosquito responsável pela transmissão do Zika vírus – dispararam diversos alarmes que felizmente foram contidos pelas organizações mundiais.

A reportagem é de Francesco Musolino, publicada por Business Insider Itália, 25-05-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Mas, recentemente, a Fundação Gates - criada por Bill e Melinda, sua esposa - alertou: "Dado o surgimento contínuo de novos agentes patogênicos, o crescente risco de um ataque bioterrorista, e a maneira pela qual nosso mundo está conectado através de viagens aéreas - afirmou o bilionário criador da Microsoft - existe uma probabilidade significativa de que ocorra uma pandemia grande e letal em nossas vidas".

Hoje conhecemos o processo de contágio, podemos estudar e limitar as ameaças e as nossas respostas no campo são muito mais ágeis e capazes de conter uma ameaça. Pelo menos em teoria, no mais sabemos muito bem que entre o abuso voluntário por precaução excessiva e o que nós ingerimos através dos alimentos, a ameaça de nos tornarmos uma população resistente aos antibióticos é cada vez mais concreta e perigosa.

Para nos colocarmos diante da evidência dos fatos a Fundação Gates recentemente desenvolveu um modelo que simula o que poderia acontecer se, hoje, estourasse uma pandemia de gripe como a de 1918 (que matou entre 50 e 100 milhões de pessoas). Pois bem, em relação direta com o nosso estilo de vida uma pandemia respiratória de tamanha gravidade causaria cerca de 33 milhões de mortes em apenas seis meses.

De acordo com Gates, existe um problema relacionado com a coordenação sanitária mundial.

Em teoria, os Estados Unidos têm os recursos de ponta para combater as doenças, mas a administração Trump não parece interessada nesse aspecto e na semana passada o porta-voz pela segurança sanitária da Casa Branca, almirante Timothy Ziemer - depois de denunciar um novo surto do vírus Ebola no Congo - subitamente, demitiu-se do Conselho de segurança nacional.

Alguns funcionários da administração Trump defendem que o setor privado deveria tomar a iniciativa, mas sem incentivos do governo as empresas farmacêuticas dificilmente iriam investir a fundo perdido nas pesquisas e, entretanto, vimos como as organizações internacionais – a ONU, em primeiro lugar – movem-se com dificuldade nos meandros da burocracia, muitas vezes com financiamentos exíguos. A prevenção não fascina os meios de comunicação e não atrai capitais, esse é o problema.

Bill Gates está fazendo publicamente apelos para que o governo dos Estados Unidos "acumule fármacos antivirais e terapias com anticorpos que possam ter condições de conter rapidamente e parar a propagação de doenças pandêmicas ou curar as pessoas que foram expostas; o mundo inteiro precisa se preparar para as pandemias da mesma forma que os militares se preparam para a guerra".

Ele também espera que a coleta de fundos filantrópicos possa financiar a pesquisa até desenvolver uma vacina universal contra a influenza, o Santo Graal em termos de prevenção. A ajuda está chegando através de alguns financiadores privados como Nathan Wolfe, o famoso epidemiologista que hoje dirige uma empresa da Califórnia, Metabiota, que explora os big data contribuindo para criar um seguro pandêmico útil para empresas e governos.

O que o dinheiro tem a ver com a prevenção? De acordo com Wolfe um dos mais eficazes catalisadores para a mudança de governo poderia ser o de convencer o setor privado a moldar o risco de pandemias, prevenindo as futuras e inevitáveis perdas econômicas no caso de contágio em massa com a interrupção da produtividade em escala mundial. Será que a prevenção vai passar através das previsões do faturamento?

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