Papa admite que na Igreja “há estratégias de guerra pelo poder”

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26 Maio 2018

Na Igreja “há estratégias de guerra pelo poder”, destacou Francisco em uma entrevista ao jornal L’Eco, da cidade de Bergamo, coincidindo com a traslado à cidade dos restos de João XXIII. Na mesma, Bergoglio destaca que esta luta, “às vezes, expressa-se em termos econômicos, às vezes, em termos de cargos”.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 24-05-2018. A tradução é do Cepat.

“Também na Igreja, quando não se vive a lógica da comunhão, mas da corporação, pode acontecer de se desenvolver verdadeiras estratégias de guerra contra alguém pelo poder, que, às vezes, expressa-se em termos econômicos, às vezes, em termos de cargos”, destacou o Pontífice.

“De qualquer modo, trata-se sempre de desacreditar as pessoas”, acrescentou o Papa.

Durante a entrevista, Francisco denunciou que “é uma mentira sem sentido igualar o islamismo ao terrorismo”, pedindo que se separe as religiões dos ataques dos terroristas fundamentalistas que dizem matar em nome de um deus.

“O papel das religiões é o da promoção da cultura do encontro, junto à promoção de uma verdadeira educação para comportamentos de responsabilidade no cuidado com a criação”, assegurou.

Além disso, o Pontífice renovou suas críticas aos números do desemprego juvenil pelo mundo. “O desemprego juvenil é um pecado social e a sociedade é responsável por isto”, afirmou.

A respeito de João XXIII, acrescenta Vatican News, o Papa destacou que muitas famílias, ainda hoje, e não só na Itália, mas no mundo inteiro, possuem a imagem do Papa Bom, conforme habitualmente era chamado. Por esta razão, respondeu positivamente ao pedido de permitir seu regresso.

E acrescentou que deseja compartilhar com os bergamascos, e com todos os peregrinos, a alegria que sentem por esta peregrinação, especialmente com os de sua localidade natal, que se tornou um santuário a céu aberto.

No dia 27 de abril de quatro anos atrás, no curso da cerimônia de canonização dos Papas João Paulo II e João XXIII, Francisco destacou com ênfase que estes dois Pontífices “tiveram a coragem de olhar as feridas de Jesus, de tocar com suas mãos as chagas e o lado perfurado”, sem se envergonhar da carne de Cristo. Daí a questão acerca desta última expressão.

O Papa Bergoglio explica que “o cristianismo não é um ideal a seguir, uma filosofia a qual aderir ou uma moral que se deve aplicar”. Antes de tudo, é o encontro com Jesus Cristo que faz reconhecer na carne dos irmãos e das irmãs sua própria presença. Ou seja, ir compartilhar o pão com o faminto, ocupar-se dos enfermos e dos anciãos, assim como está repleta a história de Angelo Giuseppe Roncalli muito antes de chegar a ser Papa, e depois na Bulgária, Turquia, Grécia e França até seu regresso à Itália e sem distinguir entre ortodoxos e católicos, disposto a correr riscos pelos judeus que fugiam da perseguição e a dialogar com todos.

Sim, porque, conforme destacou Francisco, o segredo de seu sacerdócio estava no crucifixo que olhava em seu aposento, falando com o crucificado. E nisso, disse o Papa Bergoglio, sinto-me muito próximo dele. “Um homem, um santo, que não conhecia a palavra inimigo”.

Após recordar o papel preponderante que João XXIII teve na crise dos mísseis de Cuba, em 1962, contribuindo para estabelecer a paz e distanciar a sombra da guerra, o Santo Padre afirma que já há mais de meio século, com o mundo à beira de uma crise nuclear, justamente enquanto estava a ponto de começar o Concílio Vaticano II, o Papa Bom interveio junto aos poderosos da terra daquela época e foi escutado. E justamente naqueles dias nascia nele a ideia da Pacem in terris, dirigida a todos os homens de boa vontade. Do mesmo modo, depois – prossegue Francisco –, Paulo VI e João Paulo II o compreenderam muito bem.

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