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24 Mai 2018

Fui uma das 64 testemunhas do relatório Scicluna e quero ajudar o Pontífice. Acredito que possa ser útil e bom que ele saiba tudo o que aconteceu". Quem disse estas palavras, relatadas pelo jornal chileno La Tercera, é um dos cinco sacerdotes convidados pelo Papa Francisco no Vaticano de 1 a 3 junho próximo. Depois de ter recebido os bispos do Chile e algumas das vítimas laicas que há anos lutam para denunciar os abusos cometidos pelo padre Fernando Karadima (J.Hamilton, JC. Cruz e A. Murillo), Francisco agora vai se encontrar com novas vítimas de abusos (sexuais, de consciência ou de poder) pelo poderoso reitor da comunidade paroquial de El Bosque e desta vez trata-se de sacerdotes. Junto a eles chegarão em Roma mais dois religiosos e dois leigos que assistiram as vítimas "em seu percurso legal e espiritual."

A informação é publicada por Il sismografo, 23-05-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Na noite de segunda-feira, esse grupo de testemunhas emitiu um comunicado que confirmava a intenção de informar o Papa sobre o "sistema abusivo que era praticado na paróquia do Sagrado Coração da Providência; o texto foi assinado pelos padres Francisco Astaburuaga, Alejandro Vial e Eugenio de la Fuente, os outros dois, incluindo o sacerdote que divulgou as declarações ao La Tercera, preferiram permanecer anônimos, mas ainda assim oferecerão seu testemunho.

No boletim publicado na terça-feira 22 pela Sala de imprensa da Santa Sé estava especificado que esse segundo ciclo de conversas "conclui a primeira parte dos encontros que o santo Padre decidiu ter com as vítimas do sistema abusivo introduzido há várias décadas naquela paróquia. Esses sacerdotes e leigos recebidos representam todos aqueles que foram vítimas do clero no Chile, mas não são excluídas outras iniciativas no futuro".

No Chile a notícia dessas novas reuniões despertou reações positivas: a organização leiga de Osorno (cujo bispo Juan Barros está no centro de uma investigação por ser suspeito de ter acobertado os abusos de seu mentor Karadima, ndr) elogiou o encontro: "tudo isso é um passo adiante contra os abusos e para apoiar e acompanhar as vítimas (...). Até agora no Chile não havia sido feito nada nessa direção (...), e agora apresenta também um aspecto muito importante: os abusos sofridos pelo clero".

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