Os novos cardeais. Francisco reforça a igreja dos pobres

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22 Maio 2018

Mais uma vez, Francisco, para evitar vazamentos de notícias e possíveis obstáculos à sua ação de governo, cria novos cardeais sem avisar antecipadamente os interessados. Domingo, durante a recitação do Regina Coeli na Praça de São Pedro, o anúncio, depois de um discernimento pessoal, de um novo consistório que unanimemente pegou a todos de surpresa. São quatorze que receberão o cargo em 29 de junho. Onze estão com menos de oitenta anos e, portanto, no momento, podem participar do conclave.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 21-05-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

O destaque cabe tanto aos selecionados como aos excluídos. Entre os primeiros, aparece o nome do homem que até agora foi, de fato, o braço direito do Papa: o substituto Angelo Becciu. O bispo, originário da Sardenha, irá logo ocupar um importante posto na cúria romana – fala-se da prefeitura das Causas dos Santos – liberando, ao mesmo tempo, um papel estratégico na Secretaria de Estado que ocupava desde 2011, na época de Bento XVI e do cardeal Tarcisio Bertone. Com toda probabilidade, Francisco vai escolher como novo substituto um nome de sua própria confiança, não é certo que seja um italiano.

O Papa Bergoglio concedeu a púrpura a duas personalidades que vêm para fortalecer a ideia de uma Igreja que, como disse João XXIII um mês antes da abertura do Concílio, em 11 de setembro de 1962, seja "de todos, especialmente dos pobres”. Trata-se do vigário de Roma Angelo De Donatis, pároco já conhecido e amado, diretor espiritual dos sacerdotes da diocese, e de Giuseppe Petrocchi, arcebispo de Aquila que foi capaz de se aproximar de todos nas dificuldades pós-terremoto sem usar a situação de desconforto como passarela para si mesmo. Nesta linha, outros nomes. Primeiro, o patriarca caldeu Louis Rafael I Sako, pertencente a uma comunidade perseguida e em exílio por causa das guerras que devastaram o Iraque. Depois, o polonês Konrad Krajewski, da esmolaria papal, a quem o Papa confiou, em 2013, os pobres de Roma, dizendo: "Eu não te quero ver sentado à mesa, por mim podes vendê-la". E ainda: "A conta da esmolaria vai bem quando está vazia. O dinheiro deve permanecer em nossas mãos o menos possível". Finalmente, o peruano Pedro Barreto que, em 2012, depois de ter pedido para interromper as extrações selvagens realizadas cotidianamente na Amazônia, sofreu ameaças de morte.

Embora com Francisco não existam nomeações de cardeal por hábito ou tradição, era esperado, e foi anunciado, o nome de Luis Ladaria Ferrer, jesuíta espanhol, que desde julho de 2017 ocupava o cargo de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no lugar do Cardinal Gerhard Ludwig Müller. Homem discreto, Ladaria está desempenhando seu trabalho seguindo fielmente as diretrizes papais e sem se opor ao seu magistério.

Sorte diferente, no sentido que não receberam a indicação, sobrou para as sedes de Milão, Turim e Veneza. Sobre as últimas duas, lideradas pelos bispos Nosiglia e Moraglia, parece que agora Francisco tenha colocou uma pedra. Diferente, no entanto, é o discurso em relação a Milão. Mario Delpini, arcebispo há cerca de um ano, foi escolhido como sucessor de Scola diretamente por Francisco. Sobre seu nome pesa o fato de que Scola ainda não tenha completado os 80 anos, idade a partir da qual não se participa mais do conclave. E, provavelmente, a evidência de um consistório já muito concentrado na Europa. Os cardeais eleitores europeus, de fato, desde domingo tornaram-se 54 (eram 48). Permanecem 17 norte-americanos, 4 da Oceania e 5 centro-americanos. Passam de 12 para 13 os latino-americanos, de 15 para 16 os africanos, e de 14 a 17 os asiáticos. No total, Francisco supera o teto dos 120 cardeais eleitores estabelecido por Paulo VI: dos 115 anteriores, agora são 126 cardeais.

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