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14 Maio 2018

Parece um tiro na Lua, de tão improvável. Guilherme Boulos nunca concorreu a nenhum cargo político, mas por algum motivo está mirando no topo.

"Claramente, é uma batalha de Davi e Golias", admite o ativista social de 35 anos sobre sua busca improvável de se tornar o presidente mais jovem do Brasil. "Mas é algo que temos de enfrentar".

A reportagem é de Tom Phillips, publicada por The Guardian, 11-05-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

As pesquisas não deixam dúvidas de que Boulos – que está concorrendo ao lado da ativista indígena Sônia Guajajara no partido de esquerda Socialismo e Liberdade (PSOL) – tem chances mínimas de alcançar seu objetivo quando a maior democracia da América Latina votar no dia 7 de outubro.

A longo prazo, no entanto, as perspectivas do político Paulista parecem muito mais brilhantes. À medida que a esquerda em crise do Brasil lida com o afastamento do seu principal estandarte, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Boulos vem sendo cotado como um possível sucessor – por ninguém menos do que o próprio Lula.

Em seu último discurso público antes de ser preso, no mês passado, Lula apertou a mão de Boulos e pediu que os apoiadores prestassem atenção ao "companheiro da mais alta qualidade". Lula ainda acrescentou, voltando-se a Boulos, ao seu lado: "Você tem futuro, meu irmão, é só não desistir nunca".

Lula referiu-se ao ativista nada menos do que cinco vezes durante esse o discurso de despedida, observou a revista Piauí que recentemente publicou seu perfil proclamando Boulos "o herdeiro": "Ninguém foi tão mencionado ou elogiado".

Boulos, que compartilha o antigo amor de Lula pelo cigarro e pelo Corinthians, bem como seu carisma lendário, minimizou esse apelido, apesar de reconhecer paralelos entre seus 16 anos de luta por justiça social com os Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a defesa de Lula aos pobres. "Só os mortos têm herdeiros", disse Boulos durante uma importante entrevista para a TV esta semana.

Mas essa aplaudida aparição na TV só intensificou a conversa de que Boulos seria o herdeiro de Lula. Em um artigo intitulado “A estrela nasce”, o jornalista político Luis Nassif comemorou "o nascimento de um líder nacional". Leonardo Boff, teólogo de esquerda e antigo confidente de Lula, demonstrou o mesmo sentimento no twitter: "Você é uma nova liderança no Brasil".

Durante uma recente entrevista ao The Guardian – realizada falando pelo Rio na parte de trás de um Honda prata – Boulos falou de seu desejo de conduzir uma renovação a longo prazo na esquerda brasileira, um movimento numa encruzilhada depois da perda do líder de quase quatro décadas.

Ele insistiu que sua candidatura presidencial era uma tentativa genuína de chegar ao poder e que esperava que as ondas de frustrações antissistêmicas ao redor do mundo impulsionassem sua campanha. "As pessoas estão cansadas das mesmas jogadas de marketing de sempre. As pessoas já não têm fé nas formas antigas de fazer política. Isso abre uma possibilidade", disse Boulos. "É uma eleição em que tudo é possível".

Boulos disse o combate aos níveis “pornográficos” de desigualdade seria sua prioridade como presidente. "O Brasil é a sétima maior economia do mundo e, no entanto, também uma das 10 mais desiguais", declarou, enquanto o carro acelerava no Jacarezinho, uma grande favela no Rio, a caminho da casa da família da vereadora do Rio assassinada Marielle Franco.

"O Brasil não é apenas um país", acrescentou Boulos naquela tarde. "O Brasil é uma fissura. O Brasil é um abismo”.

Ele também prometeu construir "uma nova política", reconectando os cidadãos com líderes políticos isolados e desacreditados.

"Muitas vezes vemos à esquerda, no mundo todo, afirmando que fala para o povo, em nome do povo, fazendo programas para o povo”, observou. "O mais difícil é encontrar a esquerda junto com as pessoas, escutando as pessoas [e ouvindo]... suas demandas mais fundamentais para mudança"

Na campanha eleitoral, Boulos, que fez mestrado em Psiquiatria em uma das melhores universidades do Brasil, tem feito muito isso.

Depois de passar a manhã com os pais e irmã de Marielle Franco, partiu para uma mesa redonda com artistas e ativistas de esquerda que apresentaram uma variedade desconcertante de demandas.

Um pediu cotas para a comunidade transgênero nas universidades brasileiras; outro ação contra oligopólios midiáticos tirânicos; um terceiro protestou que a piscina de uma escola pública tinha virado um depósito de sofás velhos e cachorros mortos.

"Precisamos arregaçar as mangas, pendurar as calças no varal e exigir do governo aquilo que é nosso!", disse uma quarta pessoa apresentando suas demandas, arrancando risos e causando sobrancelhas franzidas.

Ao longo da sessão Boulos sentou-se e fez anotações com atenção antes de terminar com um breve mas empolgante discurso em um barítono sedoso não muito diferente do patrono político encarcerado.

O candidato a presidente protestou contra a corrupção, o racismo, a discriminação de gênero, a "estúpida" guerra às drogas e as falhas da esquerda brasileira, fechada em si mesma, que por muito tempo “pregou para os convertidos".

"Estamos em um momento de transição. Estamos entrando em um novo ciclo", afirmou Boulos, cuja camiseta roxa estampava as palavras do dramaturgo alemão Bertolt Brecht: "Nada é impossível de mudar".

Quando concluiu, ele, que cada vez parece mais herdeiro de Lula, foi ovacionado ao descer do palco e assediado pelo público para tirar selfies.

De novo no Honda, rumo ao aeroporto do Rio de Janeiro, Boulos disse que suas viagens ao redor do Brasil tinham o convencido de que o país precisava de um líder capaz de ouvir "o clamor do povo".

"Talvez uma das características do nosso sistema político falido seja a surdez... A política é repleta de pessoas que podem ir lá e fazer grandes discursos... mas quem quer governar um país precisa conhecer o país, e saber ouvir é essencial para conhecê-lo".

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