''Os jovens me dirão como ser bispo.'' Entrevista com Heiner Wilmer

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12 Maio 2018

Heiner Wilmer, até então superior geral dos dehonianos, foi nomeado bispo de Hildesheim, Alemanha. Ele receberá a consagração no próximo dia 1º de setembro. Durante uma visita prévia à sua futura diocese, Michael Althaus, da agência católica KNA, o entrevistou para lhe perguntar como ele está se preparando para assumir esse cargo, com quais sentimentos e o que pensa dos problemas que encontrará.

A reportagem é de Michael Althaus, publicada por Settimana News, 10-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

O senhor esteve no exterior por muitos anos, ultimamente em Roma. Como vê a Igreja alemã?

Vista de Roma, a Igreja alemã é importante, porque reina uma grande reflexão em seu interior. A Igreja alemã é representativa para o ecumenismo, isto é, do modo como os cristãos podem crescer e trabalhar juntos.

E como vê a diocese de Hildesheim?

Com um olhar aberto e luminoso. Os fiéis e os responsáveis da diocese são muito criativos. Eles tomaram novos caminhos e estão muito contentes por fazer experiências.

O senhor anunciou que se deixará guiar particularmente pelas ideias dos jovens. Por que razão?

Eu sou um apaixonado educador e passei grande parte da minha vida como professor entre os jovens. Os jovens têm um frescor que beneficia a sociedade e a Igreja.

Como pensa em entusiasmar os jovens com a Igreja novamente?

Os jovens podem se entusiasmar novamente com a Igreja se estivermos perto deles, se não forem julgados, mas apreciados, e se lhes dermos confiança.

Como pretende enfrentar o problema da diminuição numérica dos católicos e, consequentemente, também do futuro declínio da receita do imposto da Igreja (Kirchensteuer)?

A diminuição do número de católicos é um problema para todas as dioceses alemãs. Eu o enfrento com a confiança em Deus, com ânimo sereno e com bom humor. É verdade que a receita do imposto diminuirá, mas, no geral, a Igreja alemã é muito rica. A diocese de Hildesheim também está atualmente bem do ponto de vista financeiro e pode olhar para o futuro com tranquilidade.

O que o senhor pensa das grandes comunidades como as presentes também na diocese de Hildesheim?

No cuidado pastoral, para mim, no centro, está a pessoa e, portanto, o problema é como o indivíduo pode fazer o seu caminho para Deus e viver serenamente. Em última análise, o que importa é que uma comunidade possa estar viva, independentemente da sua estrutura.

Um assunto importante em Hildesheim também será como lidar com os escândalos referentes aos abusos sexuais. Na sua opinião, como a Igreja deveria se comportar?

Os casos de abuso são um problema muito sério. A diocese de Hildesheim escolheu um bom caminho, fazendo com que os abusos sejam tratados por um instituto independente. As recomendações dos especialistas nesse campo são formuladas de maneira mais profissional – e isso está certo. É central também o trabalho de prevenção altamente reconhecido, que já garantiu a formação de milhares de pessoas na nossa diocese. No futuro, devemos estar ainda mais vigilantes para que isso não se repita. Como novo bispo de Hildesheim, vou me comprometer com todas as minhas forças.

Os bispos alemães estão debatendo nestes dias o problema da comunhão em casos individuais para os casais protestantes. Qual é o seu pensamento a respeito?

A comunhão é um tema importante da nossa fé. E, sobre os temas importantes, eu acho que é bom discutirmos e que possamos debater. Atualmente, o papa devolveu a bola para os bispos alemães, para encontrarem uma unidade. Estou curioso para ver como isso vai terminar e, depois, naturalmente, vou me ater à decisão tomada.

Como avalia o estado do ecumenismo em geral?

Pessoalmente, sou um grande defensor do ecumenismo e estou convencido de que, nesse campo, foram feitos grandes progressos, e que continuaremos progredindo ainda.

Independentemente do seu cargo, como ocupa seu tempo livre?

Leio, ouço música e ando muito de bicicleta. Também gosto de mergulhar na natureza, porque me relaxa e me recria. Eu gosto de cinema e teatro, e também olho com gosto os jogos de futebol.

Qual o seu time preferido?

(Risos) O FC 27 Schapen (sua cidade natal). Mas, como novo bispo de Hildesheim, também estou contente, naturalmente, por ter três grandes times na minha diocese, como o Hannover, o Wolfsburg e o Braunschweig.

Como se prepara para seu novo cargo nos próximos quatro meses?

Vou me retirar por oito dias em uma comunidade religiosa austera para rezar em silêncio e solidão. Minha transferência está marcada para agosto. Pouco depois, vou fazer uma peregrinação com os jovens a partir de Hildesheim para ouvir os temas que lhes interessam. Eles devem me dizer como devo ser um bispo.

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