Ala da Igreja "contra Amoris Laetitia" parece reverberar frustração e sem força para pressionar o Papa

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09 Abril 2018

Há um episódio dos Simpsons do especial de Halloween "Treehouse of Horror" em que personagens de comerciais de TV ganham vida e tomam as ruas da cidade. Bart e Lisa, em pânico, buscam a ajuda de um guru do marketing, que dá o seguinte conselho: "Bem, senhor, a propaganda é uma coisa engraçada. Se as pessoas pararem de prestar atenção, ela logo desaparece".

Ele escreve um jingle rápido para convencer as pessoas a ignorar os personagens (à propósito, cantado no episódio por Paul Anka e Lisa). O refrão contagiante é: "Não olhe!".

A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada por Crux, 08-04-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Por algum tempo, essa foi basicamente a estratégia do Papa Francisco no que diz respeito aos críticos de Amoris Laetitia, o documento de 2016 sobre a família, que, em uma nota de rodapé bombástica, abriu uma porta à comunhão para católicos divorciados e recasados no civil de forma cautelosa. Para todos os efeitos, ele os ignorou e parecia razoável pensar que com o tempo eles iriam desaparecer ou cair na insignificância.

Por um lado, dois dos quatro cardeais que apresentaram ao papa uma lista de cinco perguntas criticando Amoris em 2016, formalmente conhecida como dubia, já morreram: o cardeal alemão Joachim Meisner faleceu em julho de 2017 e o cardeal italiano Carlo Caffarra, dois meses depois, em setembro de 2017.

Até agora, poucas agências de notícias dissecaram Amoris detalhadamente, o que dirá suas notas de rodapé. Além disso, por algum tempo a oposição ainda não teve nada de original para dizer. Com exceção de um pequeno círculo que ainda mantém a chama da dissidência viva no Twitter, entre outros, o resto do mundo católico parece ter esquecido.

Em resposta, uma reunião do que se poderia chamar de ala da Igreja "contra Amoris" que aconteceu no sábado, em Roma, parecia reverberar frustração, insistindo: "nos confirme na fé".

A julgar pelo teor do encontro, no entanto, não ficou claro se o grupo contra Amoris tem os elementos necessários para pressionar Francisco.

(Claro, não estou sugerindo que pressionar o papa seja o objetivo final do grupo, que está claramente convencido de que sua posição é tanto correta como necessária. No entanto, eles parecem querer que o papa pelo menos reconheça seu ponto de vista, e vale a pena questionar, mesmo que seja de um ponto de vista estritamente político, se o que aconteceu no sábado parece estar nesse caminho.)

Por um lado, o cardeal estadunidense Raymond Burke, outro cardeal da dubia, mais uma vez insinuou fortemente a possibilidade de uma correção pública formal de Francisco, mas não o falou de forma clara.

"Como o papa não pode sofrer um processo judicial, a situação tem de ser abordada e corrigida com base no jusnaturalismo, nos Evangelhos e na tradição canônica, um processo que tem duas etapas", disse Burke.

"Primeiro, se corrige o erro presumível ou o abandono direto do dever do pontífice romano", afirmou. "Se ele não responder, se prossegue à correção pública", sendo fortemente aplaudido pela plateia.

Especulou-se que a correção seria emitida na declaração final divulgada no final do encontro de sábado. Em vez disso, a breve declaração, com seis argumentos, se restringiu a rejeitar o ensinamento de Amoris. A declaração não teve nenhum signatário específico, mas foi emitida em nome do "povo de Deus".

Fora do hotel Church Village, em Roma, onde aconteceu o evento, a cerca de três quilômetros do Vaticano, um antigo observador do cenário tradicionalista católico expressou ceticismo a respeito da correção: "Duvido que seja entregue explicitamente. A correção estava mais ou menos implícita na declaração".

Outra forma de alterar o status quo seria expandir a coalizão contra Amoris, construindo alianças com líderes católicos e formadores de opinião que estejam decepcionados com Francisco por outras razões.

Essa pareceu ser a estratégia por trás do convite ao cardeal aposentado de Hong Kong, Joseph Zen, para fazer uma fala de dez minutos, no sábado, sobre a situação da Igreja da China. Rumores sobre um acordo entre o Vaticano e a China a respeito da seleção de bispos irritam Zen e outras águias chinesas, também porque chega como uma traição aos fiéis da China, que, por décadas, pagaram com sangue a lealdade ao Papa e a resistência a invasões comunistas na Igreja.

Esse sonho de projetar uma "grande coalizão", no entanto, tornou-se um fiasco quando os organizadores tiveram de anunciar que Zen não apareceria por motivos de saúde, mas que tinha prometido falar com o Papa em sua próxima visita a Roma.

Zen enviou uma breve mensagem por vídeo, denunciando que algumas vozes da Igreja na China não parecem estar atingindo Roma.

"Eu iria com prazer, mas na minha idade é melhor não viajar tanto", disse Zen, aos 86 anos.

A respeito da China, disse Zen, "a Igreja no mundo todo é uma grande família, cujo centro é a Santa Sé. O centro é muito importante, mesmo que o papa insista que temos de dar importância à periferia: tanto o centro como a periferia são necessários".

"Nossa periferia, a Igreja da China, passa por grandes dificuldades hoje, e muitas vozes desta periferia não estão chegando no centro", afirmou. "Por esta razão, desejamos que haja mais comunicação entre o centro e a periferia".

Em princípio, a ideia de juntar forças não é ruim, porque não há outras circunscrições descontentes - defensores do capitalismo de livre comércio e de um Estado restrito, por exemplo, ou críticos ferozes do jihadismo islâmico irritados pelo que consideram uma posição mole demais de Francisco. Certamente, quem critica Amoris acredita que está defendendo questões centrais da doutrina, enquanto essas outras questões são mais políticas em essência. No entanto, a questão é que o mal-estar com Francisco é multifacetado e pode reunir vários atores.

A evidência de sábado poderia sugerir que por mais concebível que seja tal aliança em princípio, ela ainda não existe concretamente.
Por outro lado, uma circunscrição estava fortemente representada no sábado: o movimento italiano pró-vida. As pessoas nesses círculos ficaram frustradas com a aparente falta de disposição do Papa Francisco de exercer sua influência na política italiana, em pelo menos duas instâncias: o reconhecimento dos casais de facto, bem como casais homossexuais, em 2016, e o reconhecimento dos “testamentos em vida”, em 2017, que permitia que pacientes escolhessem se gostariam de interromper o tratamento em casos de doença terminal, o que alguns críticos consideram um possível precursor à eutanásia.

Finalmente, houve uma clara corrente de urgência em grande parte das centenas de participantes leigos que lotaram a sala de conferências do hotel. Em um ponto, um grupo na plateia se levantou e começou a gritar: "Povo de Deus, levante-se! Somos nós que temos que agir!"

No entanto, parece que não houve nenhum plano concreto de traduzir esse impulso em ação ou, pelo menos, nada foi anunciado no sábado.

No fim das contas, parecia haver duas conclusões do que possivelmente foi o maior encontro de críticos a Amoris Laetitia desde sua publicação, há dois anos.

Em primeiro lugar, eles não vão se retirar. Estão convencidos, nas palavras da declaração final, de que a proibição de católicos divorciados e recasados no civil da comunhão "é uma norma que se aplica sempre, sem exceção" e pretendem lutar por isso.

Em segundo lugar, o tempo dirá se o objetivo do evento de sábado era dissuadir Francisco da estratégia de "não olhar", mas de acordo com reviravoltas recentes essa não parece uma conclusão precipitada.

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