Amoris laetitia: congresso discute a ''confusão'' na Igreja. A íntegra da declaração final

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09 Abril 2018

A profissão de fé em seis pontos, intitulada “Testemunhamos e confessamos”, reafirma o ensino imutável da Igreja em áreas-chave.

A reportagem é de Edward Pentin, publicada por National Catholic Register, 07-04-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Cardeais, bispos, padres e fiéis leigos emitiram uma declaração em Roma no último sábado, 7, em que testemunham o ensino imutável da Igreja sobre o matrimônio, os sacramentos e os mandamentos morais absolutos.

Assinado em um congresso sobre o tema “Igreja Católica, para onde vais? Só um cego pode negar que há uma grande confusão na Igreja”, a declaração foi motivada por “interpretações contraditórias” da exortação apostólica do Papa Francisco sobre a família, Amoris laetitia, e pela confusão sobre a doutrina e a prática pastoral que se seguiu, segundo os organizadores.

O congresso, organizado pelos Amigos do Cardeal Carlo Caffarra, foi um dos últimos desejos do arcebispo emérito de Bolonha, que morreu em setembro passado.

Junto com um crescente número de fiéis e clérigos, ele ficou profundamente consternado com a confusão em torno da doutrina e da disciplina nos últimos anos, causando aquela que é considerada como uma das maiores crises da história da Igreja.

Entre os oradores do congresso, estavam o cardeal Walter Brandmüller, ex-presidente do Pontifício Comitê das Ciências Históricas, o cardeal Raymond Burke, patrono da Ordem de Malta, Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, Cazaquistão, o cardeal Joseph Zen, bispo emérito de Hong Kong, e Marcello Pera, ex-presidente do Senado italiano.

Eis a declaração.

“Portanto, testemunhamos e confessamos...”

Declaração final do congresso “Igreja Católica, para onde vais?”

Roma, 7 de abril de 2018

Por causa de interpretações contraditórias da exortação apostólica Amoris laetitia, entre os fiéis, no mundo, difundem-se perplexidade e confusão crescentes. A urgente demanda por parte de cerca de um milhão de fiéis, de mais de 250 estudiosos e até de cardeais de uma resposta esclarecedora do Santo Padre a essas perguntas ainda não foi ouvida.

No grave perigo que se criou para a fé e a unidade da Igreja, nós, membros batizados e crismados do Povo de Deus, somos chamados a reafirmar a nossa fé católica. Quem nos autoriza e nos encoraja a fazer isso é o Concílio Vaticano II, que, na Lumen gentium, n. 33, diz: “Deste modo, todo e qualquer leigo, pelos dons que lhe foram concedidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da missão da própria Igreja, ‘segundo a medida concedida por Cristo’ (Ef 4, 7)”.

Quem nos encoraja a fazer isso é também o bem-aventurado John Henry Newman, que, em seu escrito, que se pode dizer profético, On Consulting the Faithful in Matters of Doctrine, ainda no ano de 1859, indicava a importância do testemunho de fé por parte dos leigos.

Por isso, nós testemunhamos e confessamos de acordo com a autêntica tradição da Igreja que:

1) o matrimônio entre dois batizados, ratificado e consumado, só pode ser dissolvido pela morte.

2) Por isso, os cristãos que, unidos por um matrimônio válido, se unem a outra pessoa enquanto seu cônjuge ainda está vivo, cometem o grave pecado de adultério.

3) Estamos convencidos de que existem mandamentos morais absolutos, que obrigam sempre e sem exceções.

4) Também estamos convencidos de que nenhum juízo subjetivo de consciência pode tornar boa e lícita uma ação intrinsecamente má.

5) Estamos convencidos de que o juízo sobre a possibilidade de administrar a absolvição sacramental não se fundamenta na imputabilidade ou não do pecado cometido, mas sim no propósito do penitente de abandonar um modo de vida contrário aos mandamentos divinos.

6) Estamos convencidos de que os divorciados recasados civilmente e não dispostos a viver na continência, encontrando-se em uma situação objetivamente em contraste com a lei de Deus, não podem ter acesso à Comunhão eucarística.

Nosso Senhor Jesus Cristo diz: “Se permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8, 31-32).

Com essa confiança, confessamos a nossa fé diante do Supremo Pastor e Mestre da Igreja e diante dos bispos, e pedimos que eles nos confirmem na fé.

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