Tempo para recuperar raízes. Mensagem do Papa à Vida Religiosa

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07 Abril 2018

"Meu maior medo é que os nossos jovens percam suas raízes. Eu tenho medo disso. Talvez o trabalho de hoje seja preparar o caminho para que possa ser visto o que Joel anunciou: ‘os vossos velhos terão sonhos e os vossos filhos terão visões’ (2, 28)". Quem afirma isso foi o Papa Francisco em uma mensagem de vídeo enviada ao claretiano Carlos Martínez Oliveras, diretor do Instituto Teológico de Vida Religiosa de Madrid, e aos mais de setecentos participantes da quadragésima sétima Semana Nacional para os Institutos de Vida Consagrada, que se abriu na tarde da última quinta-feira, 5 de abril.

A reportagem é publicada por L'Osservatore Romano, 05-04-2018. A tradução é de Luisa Rabolini

O encontro, agendado até domingo na Fundação Pablo VI da capital espanhola, tem como tema: "Chamou aqueles que amou. Jovens, discernimento e à vida consagrada". O objetivo da iniciativa, promovida pelo Instituto teológico de Madrid, é dirigir o olhar para o próximo sínodo de bispos e pensar sobre os jovens e as vocações, com um olhar especial para a vida religiosa. Entre os participantes, os cardeais Carlos Osoro Sierra e Oscar Rodriguez Maradiaga, o arcebispo José Rodríguez Carballo e o irmão Alois de Taizé.

O pano de fundo do encontro, observa o Papa na mensagem, é a falta de vocações. No entanto, ressalta, "nós não podemos parar nesta queixa, ficar parados com a música de fundo para lamentar glórias passadas, quando o Senhor nos diz: ‘Olhe para frente e veja o que precisa fazer'".

Em todo caso, adverte Francisco é preciso cuidado para “não cair no proselitismo”. Em vez disso, devemos buscar "formas de abrir estradas para que o Senhor possa falar, para que o Senhor possa chamar". Acima de tudo, não serve "fazer campanha eleitoral, nem campanhas de tipo comercial, porque a chamada de Deus não entra nos modelos de marketing. É outra coisa. Então, tenham coragem e sigam em frente!".

No que diz respeito aos jovens, o Papa refere-se à tradução alemã do último livro de Zygmunt Bauman (o original foi publicado em italiano com o título Nati líquidi “nascidos líquidos”, mas a tradução alemã é Die Entwurzelten "sem raízes"). "Estamos a tempo - comentou - para recuperar raízes. Estamos também a tempo para fazer sonhar aqueles homens e mulheres, para que depois possam dar aos jovens a capacidade de profetizar".

"Hoje mais do que nunca - afirmou o Papa - é necessário que os jovens tenham um diálogo com os idosos". Neste sentido, "o diálogo entre avós e netos é um diálogo inter-geracional de alto nível. Ainda há tempo: não vamos perdê-lo". Francisco também exorta a encontrar "uma maneira de ouvir as preocupações dos jovens e também aquelas dos idosos: colocá-los juntos e as coisas ficarão bem".

"Quanto ao número de vocações - concluiu o Papa - que decida o Senhor. Nós fazemos o que nos pediu: rezar e testemunhar".

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