O vício de impor rótulos religiosos

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27 Março 2018

Com uma sentença de 9 de março passado, o Supremo Tribunal de Islamabad decidiu que os cidadãos paquistaneses terão a obrigação de declarar sua religião quando solicitarem uma carteira de identidade e quando se candidatarem a um emprego público. A decisão representa mais um sinal da ofensiva no País contra membros de minorias religiosas, cerca de 4% em uma nação de 210 milhões de habitantes, e em especial contra os ahmadis, os muçulmanos considerados hereges e apóstatas pela maioria sunita.
A reportagem é de Marco Ventura, publicada por Corriere della Sera, 25-03-2018.  A tradução é de Luisa Rabolini.
Os juízes permitem que a lei administrativa seja usada para apertar o cerco em torno daqueles que têm apenas a dissimulação e o anonimato para escapar da perseguição.
No Paquistão da pena de morte por blasfêmia, dos linchamentos de cristãos e ahmadis acusados de ofender o Profeta, dos teólogos assassinados por suas opiniões liberais, o passo era esperado. Seria um erro, no entanto, ler as notícias por um enfoque exclusivamente paquistanês. E em curso em todo o mundo uma batalha fundamental entre aqueles que querem encastelar os outros em uma filiação religiosa, muitas vezes a fim de perseguir a fé alheia, e aqueles que ao contrário querem a liberdade, até mesmo a liberdade do anonimato religioso. Em uma época de passagens, trocas e hibridações, de identidades religiosas incertas e reinventadas, torna-se forte a necessidade de delimitar e confinar. De isolar, de trancar. Aumenta a contraposição entre um mundo religioso, principalmente muçulmano, que rotula o indivíduo e o fixa para sempre em uma identidade, garantindo o grupo, e o Ocidente secularizado e multirreligioso, ao mesmo tempo defensor da liberdade religiosa e da privacidade.

Aqui na Europa, o Tribunal de Justiça da UE vai endossar a sanção por parte da autoridade finlandesa dos dados pessoais contra as Testemunhas de Jeová que arquivam sem o consentimento dos interessados as informações obtidas através da atividade de pregação. Em Islamabad, o juiz Shaukat Aziz Siddiqui ameaça em uma sentença que "não será mais possível a nenhum cidadão esconder sua verdadeira identidade religiosa".

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