“A publicação parcial da carta de Bento foi feita com seu consentimento”

Revista ihu on-line

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Mais Lidos

  • Bispo brasileiro diz que ordenará mulheres ao diaconato se papa permitir

    LER MAIS
  • “A ética do cuidado é um contrapeso ao neoliberalismo”. Entrevista com Helen Kohlen

    LER MAIS
  • Irmã Dulce, símbolo de um Brasil que está se esquecendo dos pobres. Artigo de Juan Arias

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

27 Março 2018

“A carta foi assinada pelo próprio Bento; eles não manipularam nada. Também a publicação parcial foi decidida conjuntamente [com Ratzinger]”. O redator-chefe da versão alemã de Vatican News, o jesuíta Bernd Hagenkord, saiu em defesa do ex-prefeito Dario Viganò, por causa do escândalo do ‘lettergate’, e defendeu em seu blog pessoal que longe de ter escondido qualquer coisa, Viganò só publicou as partes da carta que tinha decidido de comum acordo com o Papa emérito.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 26-03-2018. A tradução é de André Langer.

Em seu blog, Hagenkord reflete sobre a polêmica em torno da carta escrita por Ratzinger a propósito da nova série de livros sobre a teologia do Papa Francisco. Na sua opinião, uma polêmica falsa que resultou na saída de Viganò que, embora tenha cometido um “erro”, “ninguém se machucou” e “não se desperdiçou milhões de euros”.

“O dano [causado pelo escândalo] foi circunscrito aos meios de comunicação. Isso não o torna menos real ou menos efetivo, mas não é apenas uma das muitas outras histórias que temos que ler repetidas vezes sobre os representantes da Igreja”, escreve Hagenkord.

Mas a verdadeira surpresa em sua reflexão é que a publicação parcial de sua carta tinha sido decidida conjuntamente com Bento. Cabe recordar que Viganò recebeu uma avalanche de críticas por não publicar a carta inteira ou a foto que foi distribuída aos jornalistas na apresentação dos livros ou quando vários vaticanistas perguntaram sobre os parágrafos “perdidos”.

Respondendo aos comentários de um leitor crítico de seu post, Hagenkord disse que as censuras que ocorreram em torno do ‘lettergate’ “depende(m) da admissão de que a manipulação se deu com o propósito de enganar”. “Mas, você não se dá conta de que talvez tenha havido propaganda do outro lado e da qual tenha se tornado vítima?”, continua o jesuíta, antes de concluir que, “em geral, as coisas não são preto no branco, boas e más, o Vaticano malvado e o jornalista iluminado. A realidade é mais complexa”.

E o certo é que, se de fato o Papa Bento XVI concordou em publicar apenas as partes de sua carta que Viganò tornou públicas a princípio, o escândalo do ‘lettergate’ acaba de assumir tons ainda mais cinzentos.

Nota de IHU On-Line – Segundo informa Sismografo, 26-03-2018, Bernd Hagenkord é redator de Vatican News para a língua alemã.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

“A publicação parcial da carta de Bento foi feita com seu consentimento” - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV