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19 Março 2018

Uma nova aliança que vai além das ideologias, transversal e não confessional, nascida da fraternidade entre as pessoas, quer sejam religiosas ou não, e do amor pela casa comum. Esses são os alicerces em que se baseiam as Comunidades Internacionais Laudato si’, que o fundador e presidente do Slow Food, Carlo Petrini, e o bispo da Igreja de Rieti, na Itália, Dom Domenico Pompili, apresentaram na última sexta-feira, 16, em Roma. Neste momento, há cerca de dez na Itália (em Roma e no Piemonte) e no exterior (em Paris, São Paulo, no Brasil, e na Argentina), mas mais de 30 já estão começando a dar seus primeiros passos.

A reportagem é de Elisa Virgillitto, publicada no jornal Il Manifesto, 17-03-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O objetivo é duplo. Por um lado, o futuro do nosso planeta, que, de acordo com os dois promotores, é buscado trabalhando sobre a informação, a educação, contra o desperdício e a poluição, as boas práticas e a partilha de intenções. “Não há dúvida de que a referência mais forte, do ponto de vista ambiental, mas também do ponto de vista de uma economia diferente, é, nos últimos anos, a encíclica Laudato si’ do Papa Francisco: por isso, pensamos em nos referir a ela”, explicou Carlo Petrini.

Mas há também um aspecto concreto, que é a contribuição para a regeneração dos territórios atingidos pelo terremoto na Itália central: “Nossa terra está ferida, a reconstrução não é suficiente. Somente com as relações e com as propostas ecossustentáveis é que se poderá fazer renascer, regenerar, precisamente, as cidades, os burgos, a economia, a cultura. Por isso, graças à solidariedade de todas as pessoas de boa vontade que queiram fazer parte das Comunidades Laudato si’, realizaremos em Amatrice um centro de estudos internacional chamado Casa Futuro – Centro de Estudos Laudato si’, capaz de hospedar jovens para estágios, escolas de verão, caminhos de reflexão e intercâmbio, eventos dedicados à agregação e à formação. O centro de estudos nascerá em um lugar-símbolo para este território, lá onde havia a Casa de Acolhida Pe. Minozzi, um dos edifícios infelizmente destruídos pelo terremoto”, contou Dom Domenico Pompili.

“A grande revolução da segunda encíclica do Papa Francisco foi unir pobreza e ambiente, justiça social e saúde da Terra, trabalho pelos últimos e trabalho para defender os recursos do planeta”, afirmou o historiador do pensamento econômico Luigino Bruni.

Mas tudo é inútil se não for guiado pelo motor que impulsiona a cada um de nós: “A paixão, o prazer de se envolver, o amor pelos próprios valores”, afirmou Petrini, que, nos anos 1980, liberando a mobilização através do prazer (gastronômico mas não só), arrastou a esquerda, na Itália e no exterior, rumo a um movimento internacional que, hoje, com o Slow Food e as comunidades de Terra Madre, está presente em 170 países.

Dom Pompili, retomando o tema central da encíclica, sublinhou que “a provocação da Laudato si’, ainda não totalmente recebida, está na ideia de que a visão ecológica do ambiente implica uma relação em vários vetores com a Criação, com as pessoas e com Deus, isto é, uma visão holística”. Estamos na definição dos princípios de uma ecologia integral, segundo a qual, como afirma o texto do Papa Francisco, “não há ecologia sem justiça e não pode haver equidade em um ambiente degradado”. Uma mensagem que as comunidades traduzirão em ações concretas: eventos, conferências, laboratórios, cursos, publicações, intercâmbios e iniciativas locais, chamando todos a um novo protagonismo sobre as questões ambientais.

As comunidades poderão se formar a partir de experiências já existentes (associações, paróquias, grupos esportivos...) ou se organizar para esse fim. São realidades associativas “leves”, não têm estatutos, mas se pede a simples adoção de algumas diretrizes. É importante comunicar a própria adesão ao endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para receber atualizações, newsletters e suporte. Mais detalhes acesse aqui.

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