"A missa é gratuita", afirma o Papa. "Não se deve pagar as missas pelos mortos"

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08 Março 2018

“O sacrifício de Cristo é gratuito”, o que significa que também quando se quer fazer a memória de alguém, por exemplo, uma pessoa falecida, “a missa é gratuita”. O Papa Francisco destacou durante a Audiência Geral que “ninguém e nada é esquecido na Oração Eucarística”. Jorge Mario Bergoglio também explicou a decisão conciliar de usar “o idioma que as pessoas entendem” para permitir que a assembleia se una ao sacerdote na oração que recorda o sacrifício de Cristo; a Eucaristia, lembrou, contém o corpo e o sangue de Jesus e não faz sentido ter “pensamentos estranhos” sobre isso.

A reportagem é publicada por Vatican Insider, 07-03-2018. A tradução é de André Langer.

Após a catequese, o Papa lembrou que na sexta-feira celebrará a liturgia penitencial pelas tradicionais “24 horas para o Senhor”. Também saudou os Jogos Paraolímpicos da Coreia do Sul, novamente em PyeongChang e que começam dentro de dois dias, encorajando a recordar que os Jogos Olímpicos que terminaram há alguns dias deixaram clara uma coisa: “o esporte pode construir pontes entre países em conflito e dar uma contribuição válida para as perspectivas de paz entre os povos”.

“A Oração Eucarística pede a Deus para reunir todos os seus filhos na perfeição do amor, em união com o Papa e o Bispo, mencionados pelo nome, um sinal que celebramos em comunhão com a Igreja universal e com a Igreja particular”, disse o Papa. “A súplica, como a oferenda, é apresentada a Deus por todos os membros da Igreja, vivos e mortos, esperando a beata esperança de compartilhar a herança eterna do céu, com a Virgem Maria. Ninguém e nada são esquecidos na Oração Eucarística, mas tudo é reconduzido a Deus, como recorda a doxologia que a conclui. Ninguém é esquecido. E se eu tiver qualquer pessoa, parentes, amigos, necessitados ou pessoas que passaram deste mundo para outro, eu posso nomeá-los naquele momento, interiormente e em silêncio ou fazer escrever para que o nome seja lido.’Padre, quanto eu tenho que pagar para que o meu nome seja lido lá?’ – ‘Nada’. Entenderam isso? Nada! A missa não se paga. A missa é o sacrifício de Cristo, que é gratuito. A redenção é gratuita. Se você deseja fazer uma oferta, faça, mas não existe pagamento. Isso é importante ser entendido”.

Na Oração Eucarística, “a Igreja expressa o que faz quando celebra a Eucaristia e a razão pela qual ela a celebra, isto é, para fazer a comunhão com Cristo verdadeiramente presente no pão e no vinho consagrados”, prosseguiu o Papa, dando continuidade ao seu ciclo de catequese sobre o significado dos diferentes momentos da missa. Em seguida, referiu-se à ordem do Missal Romano: “O significado desta Oração é que toda a assembleia dos fiéis se una com Cristo ao magnificar as grandes obras de Deus e na oferta do sacrifício. E para unir – disse Francisco – deve entender. Por isso, a Igreja quis celebrar a missa na linguagem que as pessoas entendem, para que todos possam se juntar a esse louvor e a esta grande oração com o sacerdote”.

Referindo-se à invocação do Espírito Santo, para que, com seu poder, consagre o pão e o vinho, “a ação do Espírito Santo e a eficácia das mesmas palavras de Cristo proferidas pelo sacerdote – lembrou o Papa argentino – fazem realmente presente, sob a espécie de pão e vinho, seu Corpo e seu Sangue, seu sacrifício oferecido na cruz de uma vez por todas. Nisso Jesus foi muito claro. Ouvimos como São Paulo, no início, narra as palavras de Jesus: ‘Este é o meu corpo, este é o meu sangue’. É o próprio Jesus quem disse isso e não devemos ter pensamentos estranhos”. Trata-se, insistiu Francisco, do “corpo de Jesus, e termina aí, é o corpo de Jesus, é um ato de fé, mas é o corpo e o sangue de Jesus; é o mistério da fé, como dizemos depois da consagração”. A Igreja se une ao sacrifício de Cristo e à sua intercessão: “há uma passagem nos Atos dos Apóstolos, quando Pedro estava na prisão e a comunidade cristã rezava incessantemente: a Igreja orante, e quando vamos à missa, façamos isso”.

A fórmula codificada da oração, “talvez possamos senti-la um pouco distante”, concluiu o Papa, “se entendemos bem o seu significado, certamente teremos uma melhor participação. De fato, ela expressa tudo o que fazemos na celebração eucarística; e também nos ensina a cultivar três atitudes que nunca devem faltar aos discípulos de Jesus. As três atitudes: primeiro, aprender a ‘dar graças, sempre e em todo o lugar, e não apenas em certas ocasiões, quando tudo está certo; em segundo lugar, fazer da nossa vida um dom de amor, livre e gratuito; terceiro, construir a concreta comunhão na Igreja e com todos. Portanto, esta oração central da missa nos educa, pouco a pouco, para tornar toda a nossa vida uma ‘Eucaristia’, ou seja, uma ação de graças”.

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