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13 Fevereiro 2018

Após a visita do Papa Francisco ao Chile e a subsequente nomeação do bispo de Malta para investigar o suposto acobertamento de abusos sexuais por parte do religioso, La Tercera percorreu a cidade e recolheu a opinião de religiosos e fiéis em relação a um caso que divide a comunidade.

A reportagem é de Pablo Barría, publicada por La Tercera, 11-02-2018. A tradução é de André Langer.

As últimas semanas foram intensas para o bispo de Osorno, Juan Barros Madrid. A visita do Papa Francisco ao Chile, em janeiro passado, fez com que seu nome retornasse à arena pública, da qual se manteve afastado após as manifestações contrárias a ele depois de ser nomeado como autoridade eclesiástica da diocese.

“Não há uma única prova contra o bispo Barros; é tudo calúnia”, disse o Papa Francisco quando esteve em Iquique. Suas declarações criaram fortes críticas e até forçaram-no a pedir desculpas e anunciar a visita do arcebispo de Malta, Charles Scicluna, para recolher os testemunhos daqueles que acusam Barros de acobertar os abusos cometidos pelo ex-pároco Fernando Karadima.

Após o anúncio, a decisão do Vaticano é tomada com moderação na Igreja católica da Região dos Lagos. São perto das 19h da quinta-feira e um pequeno grupo de fiéis chega à catedral de Osorno, onde o pároco Bernardo Werth presidirá uma missa.

Antes de começar, o religioso faz uma pausa e esclarece sua visão sobre a nomeação do arcebispo Scicluna: “Se o Papa deu esse passo, é para deixar claro aos olhos das pessoas de todo o mundo, qual é a situação real. Portanto, no meu ponto de vista, é positivo”, disse, para em seguida dirigir-se até o altar e começar a missa.

Fora da catedral, alguns jovens praticam skate, sem prestar atenção ao que acontece à sua volta. Sobre o caso do bispo Barros, disse Carlos Sandoval, “não tenho ideia. Eu não sei nada”.

A poucos metros deles, María Elena Yáñez, nativa da região de O'Higgins, sai da catedral com um pôster do Papa Francisco nas mãos. Membro do grupo Mulheres Igreja, formado por 15 mulheres leigas, Yáñez é crítica em relação ao que está acontecendo com o bispo de Osorno. Ela disse, inclusive, que seu grupo tentou entregar uma carta ao Pontífice onde alertavam para o que estava acontecendo na Igreja dos Lagos.

“Nessa carta, externamos à Sua Santidade a nossa preocupação com o que está acontecendo aqui em Osorno, mas a carta não chegou às suas mãos porque não foi fácil aproximar-se dele”, disse.

Opinião divergente expressou Nina, uma idosa que frequenta as missas na catedral de Osorno. E foi nessa mesma instância que o bispo Juan Barros alegou inocência.

“Ele nos contou na missa alguns dias atrás, quando voltou de Santiago, que ele era inocente; ele disse isso na missa. E por que estaria mentindo para nós? Bem, se mente para nós, também o perdoo, porque quem sou eu para não perdoar”, declarou a idosa.

Em uma pequena banca de jornais, revistas e produtos variados encontra-se um homem solitário, que prefere não se identificar. Segundo ele, a “tensão” que existiu na cidade quando da nomeação de Barros foi apaziguada com a passagem do tempo. “Houve muitos protestos aqui; todos eram pacíficos, mas agora já não se vê mais nada, tudo está tranquilo, parece que tudo se ajeitou”, disse.

Grupos

O grupo de Leigos e Leigos de Osorno é a entidade que tentou manter ativo o caso do bispo Juan Barros. Eles têm uma visão crítica sobre a gestão do religioso encarregado da diocese de Osorno e asseguram que sua presença teve um impacto na participação nas missas.

“No dia 08 de dezembro, por exemplo, que é a missa de encerramento do mês de Maria, antes reuniam-se 10 mil pessoas. Em dezembro passado, compareceram, com sorte, cerca de mil pessoas. Quem responde por aqueles que não foram a essas missas? Agora não se vê tanto fervor, tanto entusiasmo”, disse Juan Carlos Claret, do grupo.

Claret indicou que houve episódios em que fiéis jovens demonstraram seu repúdio a Juan Barros. “No sábado passado, houve confirmações na igreja Rainha dos Mártires. O bispo Barros foi aos ensaios dessas confirmações, onde informou aos jovens que ele presidiria a cerimônia. Três desses jovens disseram que não queriam ser crismados por ele e abandonaram a cerimônia. Por fim, Barros não presidiu a cerimônia”, explicou.

José Manuel Rozas, professor de filosofia e secretário pessoal do padre Peter Kliegel, que tornou pública sua rejeição de Barros através de cartas, disse que aqueles que fizeram barulho na cidade correspondem a “um grupo isolado de leigos que se reúnem nas sextas-feiras; os demais agentes de pastoral da diocese estão fazendo seu trabalho em suas respectivas paróquias”.

Rozas afirma que ele, como fiel, respeitará as decisões que forem adotadas uma vez concluída a visita do arcebispo de Malta. “Se, no final deste processo, a Igreja disser que o bispo Barros deve deixar a diocese, louvado seja Deus; mas se ela disser que deve continuar, louvado seja Deus também”, concluiu.

São aproximadamente 20h e a missa da catedral de Osorno terminou. Lentamente, os fiéis começam a deixar o local rumo às suas casas. Uma imagem que retrata como é a Osorno de Juan Barros, que ultimamente diminuiu drasticamente sua participação nas celebrações e espera em silêncio pela decisão que seu par maltês, Charles Scicluna, e o Vaticano, tomarão em relação ao seu caso. Por enquanto, a cidade do bispo Barros espera tranquila.

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