Aulas de fidelidade para namorados gays? O ''não'' do arcebispo

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07 Fevereiro 2018

Já havia cerca de 30 inscritos para o retiro espiritual, no convento das Filhas da Sabedoria, sobre o tema da fidelidade. Destinatários: gays solteiros ou casais. A iniciativa era organizada pela Diocese de Turim. Mas, nessa segunda-feira, chegou o não do arcebispo.

A reportagem é de Fabrizio Assandri e Maria Teresa Martinengo, publicada no jornal La Stampa, 06-02-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Dom Cesare Nosiglia ressaltou que o caminho espiritual para os gays “quer ajudá-los a compreender e realizar plenamente o projeto de Deus. Isso não significa aprovar comportamentos ou uniões homossexuais que continuam sendo, para a Igreja, moralmente inaceitáveis”.

O retiro havia sido preparado pelo Pe. Gianluca Carrega, nomeado pelo próprio Nosiglia como referente “para a pastoral dos homossexuais”, um dos poucos sacerdotes da Itália que ocupa um cargo oficial desse tipo.

O retiro estava intitulado ”Dignos de Fidelidade”, uma resposta à falta de inserção do vínculo de fidelidade dentro da lei Cirinnà sobre as uniões civis. “Os gays também têm direito a um amor exclusivo”, explicava o Pe. Carrega.

Às notícias nos jornais, seguiu-se uma montanha de polêmicas e de indignação no mundo católico tradicionalista, que choveram sobre a iniciativa, do blog de Costanza Miriano, do jornal online La Bussola Quotidiana ou do Opus Dei, para dar alguns exemplos.

Nosiglia responde que “a diocese não pretende, de modo algum, legitimar as uniões civis ou mesmo o casamento homossexual”. O bispo fala de publicações que forneceram interpretações enganosas e afirma “ter decidido, junto com o Pe. Carrega, de quem aprecio o trabalho, suspender o retiro, para fazer um adequado discernimento”.

Ele não havia sido informado sobre a iniciativa pelo seu delegado, embora tenha sido publicizada com cartazes em nome da diocese? Ou as polêmicas levaram a um recuo? O retiro foi suspenso, portanto, não cancelado sine die.

“Estou surpreso com as reações, mas não se trata de uma desmentida do meu trabalho”, diz o Pe. Carrega. “No entanto, é melhor suspender agora para continuar o caminho quando houver mais serenidade.” Quem ataca, dizendo-se indignada, é a Coordenação Torino Pride, rede de associações que, ainda no ano do Orgulho Nacional de 2006, havia pedido e obtido um encontro com a diocese.

A Coordenação divulgou uma nota intitulada “O obscurantismo nunca se desmente”, no qual define a escolha das Nosiglia como “discriminatória” e acrescenta: É uma decisão fruto exclusivamente de polêmicas e atritos totalmente internos à Igreja, que não consegue encontrar, apesar da pregação de suposta abertura e acolhida, uma síntese entre o amor e os contínuos e obscuros insultos. Estamos fartos de ser tratados como doentes”.

Massimo Battaglio, do grupo de gays religiosos Cammini di Speranza, estava entre os inscritos no retiro. Ao telefone, ele tem sua voz alterada: “Não fico muito furioso, porque sou cristão, mas aqui se quer tentar demonstrar que nós, gays, não nos amamos. Por isso o tema da fidelidade incomoda”. E ele explica que Dom Nosiglia “deveria reembolsar as passagens de trem aos participantes: pessoas que, em outras dioceses, não haviam encontrado acolhida e, por isso, vieram aqui para Turim para encontrar consolação, levando-se em conta que há aqueles que, por causa do clima geral de rejeição, chegam até ao suicídio. Com isso, negam-nos até uma obra de misericórdia”.

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