Papa envia arcebispo de Malta para investigar bispo chileno em caso de encobrimento de abuso

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31 Janeiro 2018

O Papa Francisco está enviando Charles Scicluna, arcebispo de Malta, para o Chile para ouvir sobre o bispo Juan de la Cruz Barros Madrid, de Osorno, no Chile, que é acusado de encobrir alegações de abuso por um sacerdote chileno considerado culpado de abuso sexual.

O Vaticano anunciou a viagem de Scicluna ao Chile num comunicado esta manhã.

A reportagem é de Dennis Coday, publicada por National Catholic Reporter, 30-01-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Scicluna foi responsável por investigar casos de abuso sexual na Congregação para a Doutrina da Fé de 2002 até 2010. Francisco o nomeou para liderar uma comissão na congregação doutrinal para ouvir o recurso de padres acusados de abuso sexual.

"Após as recentes informações sobre o caso de H.E Mons. Juan de la Cruz Barros Madrid, bispo de Osorno (Chile), o Santo Padre Francisco providenciou o H.E Mons. Charles J. Scicluna, Arcebispo de Malta e presidente do Colégio para o exame de recursos (em matéria de delicta graviora – delitos graves) na sessão ordinária da Congregação para a Doutrina da Fé, para ir a Santiago do Chile ouvir quem manifestou a vontade de apresentar elementos que estavam em sua posse", segundo a declaração do comunicado de imprensa do Vaticano.

Barros esteve no centro da controvérsia desde sua nomeação para Osorno, uma pequena diocese no sul do Chile em 2015, devido à sua ligação com o pe. Fernando Karadima, que, em 2011, foi ordenado pelo Vaticano a "se retirar para uma vida de oração e penitência" por abusar sexualmente de menores. Antes disso, por décadas, Karadima, agora com 87 anos, foi um clérigo carismático e com grande influência no Chile, com uma série de bispos e sacerdotes entre seus discípulos, incluindo Barros.

Em 2010, três chilenos — Juan Carlos Cruz, James Hamilton e José Andres Murillo — foram a público com acusações de que Karadima havia abusado deles décadas antes, quando eram adolescentes. Eles descobriram que tinham sido feitas acusações de abuso contra Karadima ainda na década de 80, mas nada havia vindo deles até então.

O Ministério Público chileno abriu um processo contra Karadima em 2010 e pelo menos quatro outros homens fizeram acusações similares. Por fim, o caso foi fechado, uma vez que alcançou o prazo de prescrição, mas um juiz salientou que não havia falta de provas.

As vítimas de abuso de Karadima deram seu depoimento em juízo e em cartas enviadas aos funcionários da Igreja que Barros e outras autoridades da Igreja — como os bispos Andrés Arteaga, auxiliar em Santiago, Tomislav Koljatic, de Linares, no Chile, e Horacio Valenzuela, de Talca, no Chilesabiam do abuso e encobriram-no.

Cruz disse no dia 23 de janeiro que ainda que "o abuso maior tenha ficado encoberto”, Barros estava no quarto quando Karadima tocou os órgãos genitais e colocou a língua na boca de Cruz e de outras vítimas.

Barros e os outros bispos negaram conhecimento sobre o abuso com firmeza antes de 2010. Barros e Valenzuela negaram as acusações mais recentemente, em uma entrevista ao Cruxnow.com, num artigo publicado em 17 de janeiro.

A controvérsia ofuscou a recente viagem de Francisco ao Chile, durante a qual ele defendeu Barros com veemência, insistindo que não há provas de que ele tenha ignorado ou acobertado os abusos sexuais cometidos por Karadima.

Francisco chegou a dizer, em duas ocasiões, que as acusações contra Barros eram “calúnia”.

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