CEBs. Julgar Bíblico-Teológico marca terceiro dia do Intereclesial

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27 Janeiro 2018

“Não somos neutros! Somos CEBs, uma opção de classe, e não simplesmente ‘comunidades’!”.

A reportagem é de Julio Ferreira, Thales Emmanuel e Emanuel Ramos, publicada por CEBs do Brasil, 26-01-2018.

Depois do “Ver”, da análise de conjuntura, o trem das CEBS entrou para seu terceiro dia de Intereclesial com o “Julgar”. As falas ficaram por conta de Tea Frigério, assessora da ampliada nacional, e Manoel Godoy, professor de teologia na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE).

Entender a cidade para mudar sua lógica

A palavra é a luz que direcionou Tea Frigério no julgar da realidade. Palavra que, segundo ela, alimenta a resistência e fortalece a espiritualidade das CEBs. “O texto bíblico inspirador do 14º Intereclesial ‘Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo’ ( Ex 3,7), é a nascente onde o povo de Deus vai bebendo.”

Para Tea, os profetas Jesus Cristo e Paulo voltaram seus olhares para essa fonte. Ela faz recordar a aliança e o sonho de ser uma sociedade do “bem viver”, trazendo para os nossos dias. Jesus Cristo é a visita de Deus ao seu povo. Ele viu, ouviu, conheceu de perto o grito da viúva, do órfão, do doente e do estrangeiro. Inseriu-se na caminhada do povo, do excluído e marginalizado.

Paulo, diz Tea, dá continuidade à missão de Jesus a partir do seu olhar para a cidade. É no mundo greco-romano que ele encarna a boa notícia de Jesus. “Paulo aprende com as mulheres que trabalhando se evangeliza e que se evangeliza trabalhando.” Ele tem consciência que, para evangelizar, tem que escutar os gritos da cidade. Somente pisando no chão da cidade e entendendo sua lógica é possível formar comunidade.

“É na casa, a exemplo de Jesus, que se dá a missão evangelizadora de Paulo. Ele sai do traçado, sendo capaz de ir para além do templo. É na casa, na perspectiva de Paulo, que nasce a comunidade. Comunidade que, a partir da vivência da palavra, não se conforma com as coisas do mundo. A missão da comunidade é transformar o mundo.”

Como CEBs, somos capazes de fazer as mudanças que Paulo fez? Somos capazes de sair do traçado que nos dá conforto e segurança? Sair dos templos para assumir novas lógicas de relações? Fazer com que a vida seja o centro? Essas foram as provocações feitas pela assessora.

Ser uma Igreja em saída é sair para ser Igreja

A reflexão de Manoel Godoy em torno da missão do cristão e da cristã no mundo urbano começou e terminou tendo como referência declarações do papa Francisco. A “Igreja em saída” deve sair para além dos limites de cada comunidade. Só assim se pode atuar e transformar a cidade e o mundo inteiro.

“Uma das coisas fundamentais, que precisamos compreender, é que a cidade possui, apesar de esconder, uma racionalidade. Para se desvelar a lógica da cidade é necessário percebê-la a partir de uma visão de classe. Tudo na cidade sofre com o crivo da luta das classes sociais. Não somos neutros! Somos CEBs, uma opção de classe, e não simplesmente ‘comunidades’”.

Apesar da questão urbana estar no centro das discussões, o assessor não esqueceu de lembrar que existem mais de 30 milhões de brasileiros e brasileiras vivendo em áreas rurais.

Entre os desafios postos para a missão transformadora cristã na atualidade, Manoel Godoy citou sete tentações enfrentadas cotidianamente e as correspondentes dicas de Francisco para superá-las:

1- Perda do entusiasmo. “Estamos nos transformando em funcionários da instituição (…) Não deixeis que nos roubem o entusiasmo missionário.”

2 – A tristeza e o azedume cristão. “Temos que ser críticos, mas não azedos. (…) Não deixeis que nos roubem a alegria da evangelização.”

3 – Pessimismo estéril. “Não deixeis que nos roubem a esperança.”

4 – Isolamento e encarceramento em si mesmo. “Não deixeis que nos roubem a comunidade.”

5 – Mundanismo espiritual da “Igreja show”. “Não deixeis que nos roubem o evangelho.”

6 – Inveja e divisões dentro dos irmãos. “Não deixeis que nos roubem o ideal do amor fraterno.”

7 – Esquecimento da força missionária dos leigos e das leigas, das mulheres e da juventude. “Não deixeis que nos roubem a força missionária.”

E concluiu com uma declaração do Papa feita para movimentos populares dos cinco continentes:

“Quero unir minha voz à sua. Sua luta faz bem a todos nós. É como uma benção de humanidade.”

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