Austrália. Comissão que investigou pedofilia pede mudanças profundas

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15 Dezembro 2017

A comissão australiana que investigou os abusos sexuais contra menores no seio das instituições religiosas e públicas do país recomendou mudanças profundas em todos os níveis, em sua última audiência, após cinco anos de trabalho.

A reportagem é publicada por El Nuevo Diario, 13-12-2017. A tradução é do Cepat.

O presidente da comissão, Peter McClellan, reivindicou mudanças na “cultura, estrutura e práticas de governo de muitas instituições”.

“Deve haver muitos dirigentes e membros de algumas instituições incomodados com a intromissão (...), mas se os problemas que identificamos forem abordados adequadamente, devem produzir mudanças”, disse McClellan.

Em uma declaração com a presença do primeiro-ministro, Malcolm Turnbull, e do chefe da oposição, Bill Shorten, o juiz McClellan ressaltou que os abusos contra menores não são um assunto do passado e convocou o país a fazer tudo o que for possível para protegê-los.

“O trágico impacto do abuso contra cada um deles e por meio deles contra toda a sociedade, não exige menos”, disse McClellan, um dia antes da comissão apresentar seu relatório final ao Governo.

A comissão foi criada em fins de 2012, pela então primeira-ministra trabalhista Julia Gillard e, durante seu trabalho, reuniu depoimentos de 8.013 pessoas e entrevistou 1.300 testemunhas.

Durante 57 audiências públicas, compareceram altos dirigentes religiosos, entre eles, o cardeal George Pell, chefe das Finanças do Vaticano, como parte da investigação de 44 estudos de casos em instituições católicas.

A Igreja Católica, com forte presença na Austrália, recebeu queixas de 4.500 pessoas por supostos abusos contra menores, cometidos por 1.880 membros desta instituição, sobretudo irmãos e sacerdotes, entre 1980 e 2015, embora alguns casos se refiram aos anos 1920.

Ao longo destes anos, a Comissão Real ofereceu uma série de recomendações sobre como indenizar as vítimas e maiores sanções para penalizar os agressores.

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