Zurique, Suíça, lança a "renda incondicionada": 2.200 € para todos

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11 Dezembro 2017

É chamado de "renda básica incondicionada", tem alguma afinidade com a renda de cidadania defendida pelo Movimento 5 Stelle e foi adotada, a título experimental, pelo Conselho Municipal de Zurique. Graças à mobilização da esquerda, os moradores da principal cidade suíça poderão dispor de uma espécie de "salário de Estado garantido" de 2.500 francos por mês, ou seja, pouco menos de 2200 Euros.

A informação é de Franco Zantonelli, publicada por Repubblica, 09-12-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Estamos falando, de acordo com os padrões suíço do equivalente da linha da pobreza. Conforme previsto pelo próprio texto legislativo, submetido a um referendo e rejeitado no ano passado no âmbito nacional suíço, a "renda básica incondicionada" deveria beneficiar a todos os cidadãos. A diferença é que, enquanto para os adultos seria de 2.500 francos, para os menores seria de 625, mais ou menos 550 €. Na verdade, tanto o seu financiamento como os prazos e modalidades de aplicação ainda não foram esclarecidos, uma vez que no legislativo de Zurique, a proposta foi aprovada com apenas dois votos de diferença.

O executivo tem, na prática, dois anos para determinar como implementá-la. "Nós nos movemos com pés de chumbo", declarou literalmente à emissora de TV pública o vereador socialista, Urs Helfenstein. "O projeto que havíamos proposto em nível nacional – explicou à Repubblica um dos defensores da proposta rejeitada em 2016, o professor de Economia na Universidade de Freiburg, Sergio Rossi - seria financiado, entre outras coisas, com a tributação das operações financeiras".

Também era previsto que "a renda básica incondicionada" iria substituir a maioria dos benefícios sociais. Em essência, estimava-se que o Estado não acabaria arcando com maiores dificuldades. Rossi está feliz que o projeto que tinha sido direcionado a todos os suíços, possa ser posto em prática em Zurique.

"É a demonstração - afirma - que no plano local já existe a consciência de que os desafios postos pela globalização e digitalização das atividades econômicas não podem ser devidamente enfrentados e superados, se não for alterado de maneira fundamental o atual sistema de proteção social, que remonta à segunda metade do século passado".

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