O Papa antecipa o encontro com os líderes militares de Mianmar

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28 Novembro 2017

O dia de hoje [segunda-feira] deveria ter sido um dia de descanso, em preparação ao “tour de force” que o aguarda nesta terça-feira, 28 de novembro, com os encontros institucionais previstos e o discurso às autoridades políticas do país. Mas Francisco antecipou os tempos e, hoje à tarde, no palácio do arcebispado de Rangum, reuniu-se com a cúpula militar birmanesa.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 27-11-2017. A tradução é de André Langer.

O hóspede foi visitado pelo general Min Aung Hlaing, comandante em chefe da Defesa. Os três ministérios-chave do governo de Mianmar estão nas mãos dos militares: os Ministérios da Defesa, do Interior e o que se ocupa com a vigilância das fronteiras. O general Aung Hlaing esteve acompanhado por uma pequena delegação composta pelos tenentes generais Tun Tun Naung, Than Tun Oo e Soe Htut, que trabalham no Escritório de Operações Especiais. Também estavam presentes o coronel Aung Zaw Lin, na qualidade de transcritor, e um tradutor da equipe da Igreja católica birmanesa.

A reunião começou às 17h55 (hora local) e a fase de conversa restrita durou 15 minutos. “Falou-se – diz o porta-voz do Vaticano, Greg Burke – sobre a grande responsabilidade das autoridades do país neste momento de transição”. No final do encontro, que as autoridades do Vaticano definiram como uma “visita de cortesia”, ocorreu a troca de presentes: o Papa deu de presente uma medalha do pontificado e o general deu-lhe uma harpa birmanesa em forma de barco e uma xícara de arroz decorada.

A força dos militares, que são responsáveis pela dura resposta do Exército contra os rohingya, será muito mais ostensiva amanhã [hoje], quando o Papa e sua comitiva se transladarem para a nova capital do país, Nay Pyi Taw, construída em poucas décadas e onde vivem um milhão e meio de pessoas, principalmente militares e funcionários dos ministérios com suas famílias.

É uma espécie de “cidade proibida” para os jornalistas ocidentais, que não podem entrar. E foi construída precisamente para estar pronta para enfrentar ataques: ela tem ruas largas de dez pistas que podem ser usadas como pistas de aterrissagem e decolagem de aeronaves militares. O núcleo dos palácios do poder político e institucional está cercado por um fosso.

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