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20 Novembro 2017

O Papa Francisco entregou, ao meio-dia do último sábado, o Prêmio Ratzinger ao teólogo luterano alemão Theodor Dieter, ao teólogo e sacerdote católico alemão Karl-Heinz Menke e ao compositor da Estônia, Arvo Pärt, cristão ortodoxo.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 18-11-2017. A tradução é de André Langer.

Este prestigioso prêmio, que leva o nome do papa emérito, é concedido pela Pontifícia Fundação Joseph Ratzinger a personalidades que contribuíram de maneira notória para o diálogo entre a fé e a razão e é conhecido como Prêmio Nobel de Teologia.

Francisco quis saudar, dirigindo antes um "afetuoso e forte pensamento", o Papa Emérito Bento XVI.

"Sua oração e sua presença discreta e encorajadora nos acompanham no caminho comum; sua obra e seu magistério continuam sendo uma herança viva e preciosa para a Igreja e para o nosso serviço", disse o Papa.

O Pontífice convidou a Fundação Ratzinger para "prosseguir com o compromisso, estudando e aprofundando esse patrimônio e, ao mesmo tempo, olhando para frente, para valorizar a fecundidade, tanto com a exegese dos escritos de Joseph Ratzinger, como também para continuar – de acordo com o seu espírito – o estudo e a busca teológica e cultural, entrando também nos novos campos em que a cultura atual exige a fé e o diálogo".

O espírito humano tem necessidade urgente e vital deste diálogo: a fé necessita dele, que se abstrai, caso não se elevar ao Transcendente; a razão tem necessidade dele, que se desumaniza, caso não se elevar ao Transcendente, observou o Papa.

Joseph Ratzinger segue sendo um mestre e um interlocutor amigo para todos aqueles que exercem o dom da razão, a fim de responder à vocação humana em busca da verdade. Quando o beato Paulo VI o chamou para assumir a responsabilidade de arcebispo de Munique e Freising, ele escolhe como lema ‘cooperatores veritatis’ – ‘colaboradores da verdade' –, extraindo-o da Terceira Carta de João (v. 8)”.

"Estas palavras expressam bem o pleno significado da sua obra e do seu ministério. Este lema diz respeito aos diplomas dos Prêmios que entreguei, para indicar que também os premiados dedicaram suas vidas à mais alta missão de servir à verdade, à diaconia da verdade".

O Bispo de Roma expressou sua alegria pelo fato de que os premiados sejam oriundos de três confissões cristãs, entre as quais também a luterana, "com quem vivemos este ano– observou – momentos particularmente importantes de encontro e de caminho comum".

"A verdade de Cristo não é para solistas, mas sinfônica", refletiu o Papa: "requer dócil colaboração e uma harmoniosa partilha. Buscar, estudar, contemplar e traduzir a verdade na prática, junto com a caridade, nos atrai com força rumo à plena união entre nós. Assim, a verdade torna-se uma fonte viva de laços de amor, cada vez mais íntimos", constatou, expressando sua alegria pela “extensão do horizonte do Prêmio que agora inclui também as artes, além da teologia e das ciências a elas naturalmente interconectadas".

"É uma ampliação que corresponde bem à visão de Bento XVI, que tantas vezes nos falou de maneira tocante sobre a beleza como um caminho privilegiado para nos abrir à transcendência e encontrar Deus", finalizou Francisco.

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