Morre na Alemanha o historiador e cientista político Moniz Bandeira

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13 Novembro 2017

O historiador, cientista político e escritor baiano Luiz Alberto Moniz Bandeira morreu nesta sexta (10), aos 81 anos, em Heidelberg, na Alemanha, onde vivia.

A informação foi divulgada pelo Grupo Editorial Record. Cônsul honorário do Brasil, ele estava internado em um hospital desde o último domingo (5).

A reportagem é publicada por Folha de S. Paulo, 12-11-2017.

Bandeira sofria de problemas cardíacos, mas a causa oficial da morte e informações sobre o velório e enterro não foram divulgadas até a conclusão desta edição.

Ele deixa a mulher, Margot Bender, e o filho, Egas.

Nascido em Salvador, era doutor em ciência política pela USP e professor titular aposentado de política exterior do Brasil no departamento de história da UnB (Universidade de Brasília).

Escreveu obras clássicas, como "Formação do Império Americano - da Guerra Contra a Espanha à Guerra no Iraque" (2005), "A Segunda Guerra Fria - Geopolítica e Dimensão Estratégica dos Estados Unidos" (2013) e "A Desordem Mundial - o Espectro da Total Dominação" (2016).

Foi autor de mais de 20 livros, a maioria sobre política internacional.

Em 2017, no ano em que a Revolução Russa completou cem anos, ele acabara de lançar edições ampliadas de "O Ano Vermelho - a Revolução Russa e Seus Reflexos no Brasil", publicada inicialmente em 1967, e "Lênin - Vida e Obra", de 1978.

Prêmios

Em 2015, a UBE (União Brasileira de Escritores) indicou o historiador para disputar o Prêmio Nobel de Literatura, a mais importante honraria da área, por seu trabalho como "intelectual que vem pensando o Brasil há mais de 50 anos".

"Moniz Bandeira tem um posicionamento marcante em favor da política cultural, da defesa da liberdade de expressão e da nacionalidade brasileira", afirmou o então presidente da UBE, Joaquim Maria Botelho, ao falar sobre a indicação.

Neste ano, o escritor foi indicado ao Jabuti, um dos principais prêmios literários do país, por "A Desordem Mundial", na categoria ciências humanas.

A obra investiga o avanço da onda conservadora em todo o mundo e faz um panorama político internacional.

As relações entre a queda do presidente ucraniano Viktor Yanukovych em fevereiro de 2014 com o suporte do Departamento de Estado dos EUA, a atuação de grupos neonazistas, a crise dos refugiados e os ataques à Síria pelas forças do Exército russo também são temas do volume.


Repercussão

Leonardo Boff, teólogo e escritor: "Moniz Bandeira, de quem me fiz amigo nos últimos anos, foi quem melhor estudou a política externa norte-americana com referência ao Brasil e à América Latina. Sua erudição era fantástica. Morreu com saudades do Brasil."

Carol Proner, professora de direito internacional da UFRJ: "Eu perdi o Luiz, um amigo fraterno, mas o Brasil perdeu o historiador genial, um dos poucos intelectuais capazes de explicar como é que chegamos a esta situação."

Humberto Costa, senador (PT/BA): "Foi pioneiro no estudo das relações internacionais e uma resistência colossal na defesa dos interesses nacionais."

Roberto Requião, senador (PMDB/PR): "Não encontro palavras para exprimir a dor e a perda que sofre a verdadeira intelectualidade brasileira."

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