Igualdade de Gênero. Livro-Agenda Latino-americana mundial 2018

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14 Outubro 2017

'Enquanto houver pessoas discriminadas por sua condição sexual, a teologia ‘feminista’ da libertação terá sentido. Com o Evangelho na mão, atrevemos a dizer que toda a teologia que justifique a inferiorização da mulher, ou qualquer outra injustiça de gênero, atua como ‘ideologia de gênero', escreve Marcos Sassatelli, frade dominicano, doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP) e professor aposentado de Filosofia (UFG).

Eis o artigo. 

A página de abertura do “Livro-Agenda latino-americana mundial” lembra-nos sempre: é “o livro latino-americano mais difundido, cada ano, dentro e fora do Continente”. Ele é “sinal de comunhão continental e mundial entre as pessoas e as Comunidades que vibram e se comprometem com as Grandes Causas da Pátria Grande, como resposta aos desafios da Pátria Maior”.

Ele é ainda “um anuário de esperança dos pobres do mundo a partir da perspectiva latino-americana; um manual companheiro para ir criando a ‘outra mundialidade’; uma síntese da memória histórica da militância e do martírio de Nossa América; uma antologia de solidariedade e criatividade; uma ferramenta pedagógica para a educação, a comunicação, a ação social e a pastoral popular”.

O “Livro-Agenda latino-americana mundial”, “além de ser para uso pessoal, foi pensado como instrumento pedagógico para comunicadores, educadores populares, agentes de pastoral, animadores de grupos e militantes” (p. 9).

O tema do “Livro-Agenda latino-americana mundial 2018” é: igualdade de gênero. É um tema que - pela sua premente atualidade - “está nas ruas, em todo o Continente latino-americano (e - podemos dizer - no mundo inteiro), na sociedade civil, na opinião pública e nas Igrejas”. Não é “um assunto de mulheres” (como se pensou por milênios), mas é “um assunto de justiça estrutural e sistêmica, que afeta os Direitos Humanos das mulheres e de muitas pessoas discriminadas por sua condição de gênero ou sexual”.

Abordar o tema é “uma revolução radical e global. É uma revolução pendente e urgente, que queremos ajudar a levar em frente, com tantas mulheres e homens que já levam anos e decênios na luta por esta Utopia”.

Segundo o método “ver-julgar-agir” (“analisar-interpretar-libertar”) - já tão conhecido e praticado na América Latina - “partimos da realidade, esta vez com um ver/recordar, que incorpora a luta histórica das mulheres”.

No julgar/sonhar “tomamos as águas desde muito acima, desde as implicações inclusive filosóficas; recolhemos a história da teologia feminista, a ‘ideologia de gênero’, o debate sobre o sexo forte, as masculinidades, a influência das crenças religiosas, o patriarcado... e categorizamos os direitos das mulheres como Direitos Humanos”.

No agir, “abordamos as Políticas Públicas com enfoque de gênero, a democracia paritária, a necessária incorporação dos homens às tarefas do cuidado, a visão da mulher indígena e da mulher negra, a prática de teologia feminista na história, a criação de observatórios de gênero... e, também este ano, alguns livros digitais disponíveis recomendados, para aprofundar o tema nos níveis indicados, nos grupos, nas Comunidades e no estudo pessoal” (p. 8-9).

As Igrejas “não podem se esquivar à realidade, nem na sociedade e nem em seu próprio interior. Jesus mostrou-se a favor da inclusão de todas as pessoas, e sua Utopia de Justiça, que Ele chamava de Reino, é, para muitos, símbolo da inclusão maior. Há uma hierarquia de verdades e valores, e a Justiça tem precedência sobre qualquer outra consideração filosófica, teológica ou simplesmente tradicional. Enquanto houver pessoas discriminadas por sua condição sexual, a teologia ‘feminista’ da libertação terá sentido. Com o Evangelho na mão, atrevemos a dizer que toda a teologia que justifique a inferiorização da mulher, ou qualquer outra injustiça de gênero, atua como ‘ideologia de gênero’” (p. 11).

Destacamos - como sendo um grande valor - o caráter ecumênico (“ecumenismo de soma” e não “de subtração”) e macroecumênico do “Livro-Agenda latino-americana mundial 2018”.

Por fim, agradecemos “a colaboração ‘sororal’ (é o feminino de ‘fraternal’, não?) de tantas mulheres, feministas militantes, lutadoras convictas, de todo o Continente, que nos ajudaram, não apenas com sua contribuição escrita, mas com sua orientação, seu conselho, e inclusive sua correção... mais que fraterna: sororal”.

É um novo momento histórico! Estejamos à altura! Leiamos todos e todas o “Livro-Agenda latino-americana mundial”! Vale muito a pena”!

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