Vaticano anuncia uma rede que combaterá a máfia e o crime organizado

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05 Agosto 2017

O Vaticano, com o exemplo do Papa Francisco, reafirma em seu compromisso de lutar contra a corrupção. O documento final do Debate Internacional sobre a Corrupção, organizado em junho, pelo Dicastério para o Desenvolvimento Humano, destaca sua intenção de “formar uma frente comum contra as diversas formas de corrupção, crime organizado e máfia”, e isto com a criação de “uma rede em nível internacional” que combaterá estes flagelos.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Vatican Insider, 02-08-2017. A tradução é do Cepat.

“A Igreja no mundo já é uma rede e, por isso, pode e deve se colocar a serviço desta intenção com coragem, decisão, transparência, espírito de colaboração e criatividade”, afirma o documento de Desenvolvimento Humano, ao qual ANSA teve acesso.

A reunião ad hoc de junho passado sobre esta temática aconteceu na Casina Pio IV, no interior do Vaticano, com a participação de reconhecidos especialistas internacionais.

Segundo as conclusões, o encontro “aprofundará o estudo sobre a excomunhão para mafiosos e organizações criminosas afins e a perspectiva de excomunhão por corrupção”.

O debate estimulado pelo dicastério presidido pelo cardeal ganês Peter Turkson, que sobre o tema publicou o livro Corrosión, não ficou apenas no nível de uma declaração de intenções, mas pretende seguir adiante com atos concretos, através da Consulta Internacional sobre a Justiça, com claros objetivos detalhados.

Para além das referências às instituições, a Igreja católica é chamada a desenvolver um papel de primeiro nível, consideraram aqueles que participaram do debate.

“A corrupção, antes de ser um ato, é uma condição: daí a necessidade da cultura, da educação, da instrução, da ação institucional, da participação dos cidadãos”, afirmou.

A consulta “não se reduzirá a exortações piedosas, porque são necessários gestos concretos. O compromisso educativo exige mestres incríveis, também na Igreja”, ampliaram.

Segundo o documento final, “aquele que busca alianças por privilégios, isenções, vias preferenciais ou também ilícitas não é credível. Todos nós nos tornaríamos irrelevantes, nocivos e perigosos se atuássemos deste modo”.

“Aquele que se aproveita de sua posição para recomendar pessoas muitas vezes não recomendáveis, tanto no plano dos valores, como no da honestidade, não é credível”, prossegue a mensagem.

Assim, “a ação da Consulta será educativa e instrutiva, e se dirigirá à opinião pública e a múltiplas instituições para gerar uma mentalidade de liberdade e justiça, em vista do bem comum”. E isto, “sobretudo, ali, onde, no mundo, a corrupção for em si mesma o sistema social dominante”.

Em relação à excomunhão de mafiosos e corruptos, reconhece-se que “este caminho não será simples: a Igreja está espalhada pelo mundo e é necessário ouvir todas as suas articulações para proceder no diálogo também com os não cristãos, de maneira participativa, transparente e eficaz”.

Cardeal Peter Turkson (Fonte: Religión Digital)

Além disso, se buscará desenvolver “o nexo, hoje quase desaparecido, entre justiça e beleza”, tendo em conta o patrimônio histórico, artístico e arquitetônico, “um formidável elemento de apoio para a ação educativa e social contra qualquer forma de corrupção e de crime organizado”. A Consulta elaborará também “uma proposta de pensamento político, com especial atenção à democracia e o laicismo, que ilumine as ações das instituições para que os tratados internacionais sejam realmente aplicados e as legislações uniformizadas para perseguir melhor os tentáculos do crime, que superam as fronteiras dos estados”.

Um dos objetivos concretos será “estudar o modo de aplicar os princípios das convenções de Palermo e Mérida”.

A Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC), também conhecida como a Convenção de Mérida, por ser adotada nessa cidade do México, em dezembro de 2003, entrou em vigor, em fins de 2005, com a ratificação de 126 estados.

Já a Convenção contra o Crime Organizado Transnacional, também promovida pelas Nações Unidas, aprovada na cidade italiana de Palermo, em 2000, entrou em vigor três anos depois, e hoje reúne as vontades de 147 nações.

A Consulta afirmou que a corrupção “também causa a falta de paz” e seu chamado apelou a “um despertar das consciências”, com o eixo em “três níveis de ação: a educação, a cultura e a cidadania, contra qualquer forma de indiferença”.

“As leis são necessárias, mas não bastam”, afirmam.

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