Papa à FAO: guerras, terrorismo e migração não são fatalidades

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04 Julho 2017

Em 16 de outubro ele intervirá pessoalmente na Jornada do Dia Mundial da Alimentação, que este ano se dedica ao tema "Mudar o futuro da migração".

Guerras, terrorismo, deslocamentos forçados que cada vez mais impedem ou pelo menos condicionam fortemente até mesmo as atividades de cooperação, não são fruto de fatalidades, mas sim o resultado de decisões concretas." Essa foi a denúncia do Papa na mensagem lida pelo cardeal Pietro Parolin em seu nome hoje, 3 de julho de 2017, durante a sessão de abertura do 40º Conferência Geral da FAO, em Roma. Na mensagem, o Papa sublinhou que a assistência aos países pobres "continua diminuindo todos os dias", apesar de "pedidos repetidos" e disse que a fome e a desnutrição são o resultado de uma condição de subdesenvolvimento "causado pela inércia de muitos ou pelo egoísmo de alguns poucos."

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 03-07-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

Jorge Mario Bergoglio queria contribuir para as sessões de trabalho da agência das Nações Unidas com um aporte para o programa com o objetivo de fornecer sementes para famílias rurais que vivem em áreas afetadas pelo conflito e pela seca. No próximo dia 16 de outubro, anunciou o secretário de Estado do Vaticano, Francisco intervirá pessoalmente na FAO, por ocasião da Jornada do Dia Mundial da Alimentação, que este ano se dedica ao tema "Mudar o futuro da migração."

"Um olhar sobre a situação do mundo atual não oferece imagens reconfortantes", escreveu o Papa na mensagem lida por Parolin diante dos ministros da Agricultura dos países membros da FAO. "Não podemos, no entanto, continuar somente preocupados ou resignados. Este momento de evidente dificuldade - recordou o Pontífice - deve também nos tornar mais conscientes de que a fome e a desnutrição não são apenas fenômenos naturais ou estruturais de determinadas áreas geográficas, mas são o resultado de uma condição de subdesenvolvimento mais complexa, causada pela inércia de muitos ou pelo egoísmo de poucos. Guerras, terrorismo, deslocamentos forçados que cada vez mais impedem ou pelo menos condicionam fortemente até mesmo as atividades de cooperação, não são fruto de fatalidades - denunciou Francisco -, mas sim o resultado de decisões concretas."

“É um mecanismo complexo – continuou Francisco - que castiga principalmente as categorias mais vulneráveis, excluídas não só dos processos de produção, mas também muitas vezes forçados a deixar suas terras em busca de abrigo e esperança de vida. Como os dados sobre assistência a países pobres também são determinados por decisões tomadas em liberdade e plena consciência, que continuam diminuindo todos os dias, apesar dos repetidos apelos perante as situações de crise cada vez mais destrutivas que se manifestam em diferentes áreas do planeta. É preciso ter consciência de que, nesses casos, a liberdade de escolha de cada um une-se à solidariedade para com todos, em relação às necessidades, cumprindo de boa-fé os compromissos assumidos ou anunciados."

A este respeito, "também animado pelo desejo de encorajar os governos, quis participar com uma contribuição simbólica ao programa FAO, fornecendo sementes às famílias rurais que vivem em áreas onde há tanto os efeitos dos conflitos quanto da seca.

Este gesto soma-se ao trabalho que a Igreja está realizando, de acordo com sua vocação para fazer parte dos pobres da terra e acompanhar o envolvimento efetivo de todos em seu favor ". Este compromisso "nos pede hoje por uma Agenda de Desenvolvimento em 2030, quando reitera o conceito de segurança alimentar como um objetivo urgente. Mas só um esforço de solidariedade genuína será capaz de eliminar o número de pessoas subnutridas e privadas do básico para viver. É um grande desafio para a FAO e todas as instituições da comunidade internacional. Um desafio com o qual a Igreja também se sente comprometida na linha de frente".

Todos, destacou o Papa, "temos consciência de que a intenção de garantir o pão de cada dia a todos não basta, é preciso reconhecer que todos têm direito e que devem, portanto, gozar dele. Se os objetivos contínuos ainda estão longe, isso deve-se, em grande parte, à falta de uma cultura de solidariedade que não tem abertura em meio a atividades internacionais, que muitas vezes permanecem ligadas apenas ao pragmatismo das estatísticas ou ao desejo de uma eficiência carente da ideia da partilha."

Quando um país não é capaz de fornecer respostas adequadas "porque seu nível de desenvolvimento, suas condições de pobreza, alterações climáticas ou situações de insegurança não permitem", segundo o Papa, "é necessário que a FAO e outras instituições intergovernamentais possam intervir especificamente para empreender ações solidárias adequadas".

Ao final da leitura da mensagem papal, o cardeal Parolin anunciou oficialmente que em 16 de outubro, na Jornada do Dia Mundial da Alimentação, cujo tema para 2017 é "Mudar o futuro das migrações", o Papa visitará a sede da FAO, aceitando o convite do diretor-geral, o professor José Graziano da Silva.

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