Argentina. Como repercutiu no Governo a decisão do Papa de não vir ao País em 2018

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22 Junho 2017

O governo recebeu com surpresa e certo desconforto a decisão do Papa Francisco de não incluir a Argentina no seu itinerário de viagens que serão realizadas no próximo ano, na América do Sul, cujos destinos serão Chile e Peru. "O Santo Padre é convidado, e sempre será, para vir ao nosso país", disseram altas fontes da Casa Rosada a este meio.

A reportagem é de Martín Dinatale, publicada por InfoBae, 19-06-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

Poucas horas depois de que o comunicado do Vaticano foi revelado anunciando a visita do papa ao Peru e Chile, em 2018, do Governo houve uma longa lista de possíveis interpretações por mais que o clima de mal-estar fosse generalizado.

Se bem que houve uma decisão de Mauricio Macri de não sair falando publicamente para evitar um confronto com o papa, pelo menos três fontes qualificadas do governo e muito próximas ao presidente coincidiram ao assinalar que "Francisco é convidado, e sempre será, para visitar a sua terra".

Dessa maneira, permanece de pé a intenção, e tanto a decisão quanto a vontade da Casa Rosada em convidar o pontífice à sua terra natal foram ratificadas.

Estritamente falando, o desconforto do governo com o anúncio do Vaticano está relacionada com a viagem que a então chanceler Susana Malcorra fez em março do ano passado, que visitou o líder da Igreja e onde supostamente ele havia aceitado o compromisso de ir a Argentina em 2018. Dessa visita, a chanceler tornou pública apenas a decisão do papa de não receber mais políticos neste ano eleitoral, mas o governo assegura que havia também um claro sinal para visitar o país.

Segunda à tarde houve reuniões intensas na Casa Rosada, onde Macri, juntamente com o Chefe de Gabinete, Marcos Peña, o secretário de Assuntos Estratégicos, Fulvio Pompeo, o secretário de Culto Santiago de Estrada e outras autoridades, analisaram o impacto da declaração do Vaticano. Inclusive falou-se por telefone com o embaixador argentino junto à Santa Sé, Rogelio Pfirter, para analisar a situação. Mas, finalmente, optou-se pelo silêncio.

Deixaram transparecer apenas que o Papa Francisco "tem as portas abertas e sempre será convidado para visitar a sua terra". Na verdade, o governo já enviou várias cartas ao Vaticano para estender oficialmente o convite. Na última reunião que Macri realizou em Roma, o presidente também convidou o pontífice à Argentina.

O governo enxerga com receio a decisão de viajar três vezes à América Latina, desde o início de seu pontificado, e ainda não vir a Argentina. Inclusive um funcionário recordou que João Paulo II foi sete vezes a seu país natal, a Polônia.

O mal-estar e a surpresa no governo tem uma explicação racional: eles sabem que, se o papa não vier no ano que vem, em 2019, que é um ano eleitoral, Francisco tampouco virá, e Macri terminará seu mandato sem uma visita papal.

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