Jesuíta John Sullivan é beatificado em Dublin: "Bendito exagero de bondade"

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16 Maio 2017

Jesuíta de “vida simples e retirada”, o padre John Sullivan nunca fez “gestos clamorosos”, mas o seu “constante exercício cotidiano das pequenas virtudes, como a paciência, o reconhecimento, a gentileza”, e a sua incansável dedicação “a socorrer os pobres, os doentes e os sofredores” o levaram às honras dos altares. Foi o que ressaltou o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, na missa de beatificação do religioso irlandês, celebrada no sábado, 13 de maio.

A reportagem é do jornal L’Osservatore Romano, 15-05-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O purpurado presidiu o rito representando o pontífice na Igreja de São Francisco Xavier, em Dublin. Concelebraram representantes do episcopado local, incluindo os arcebispos Diarmuid Martin e Eamon Martin. Também houve a  participação de uma representação da Igreja Anglicana da Irlanda, pois Sullivan, batizado na Igreja protestante, converteu-se ao catolicismo aos 35 anos de idade.

“Pobres entre os pobres”, disse o cardeal na homilia, Sullivan fez da caridade, com a atenção amorosa aos mais necessitados e aos descartados da sociedade, o fio condutor da sua vida sacerdotal. O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos depois abordou o tema da conversão como “parte essencial da vida cristã”. Depois da passagem para o catolicismo, a vida de Sullivan foi marcada por dois momentos decisivos: a escolha de entrar no noviciado dos jesuítas (7 de setembro de 1900) e o compromisso a “alcançar a perfeição evangélica no exercício heroico das virtudes cristãs”, assumindo as virtudes da pobreza e da obediência.

Embora pertencendo a uma família rica, ele “era indiferente às comodidades e se contentava com o puro necessário”, vestindo hábitos “remendados e surrados”. Na sua morte, afirmam os testemunhos processuais, uma menina disse: “Hoje, os pobres perderam um grande amigo”.

A sua dedicação aos outros encontrava alimento na meditação e na penitência: “Muitas vezes, ele rezava por um longo tempo no chão, gemendo como Cristo na cruz”, e “eram frequentes visitas ao Santíssimo Sacramento, e ele passava muito tempo ajoelhado diante do sacrário”.

A sua “humildade”, que o levou, dentre outras coisas, ao exercício de uma “perfeita obediência”, e a “bondade sem limites do seu coração” completam o quadro de um bem-aventurado que, concluiu o cardeal Amato, torna-se modelo para uma Igreja que “precisa de sacerdotes e de leigos santos”. Porque, disse, “nunca se pode exagerar na caridade. A santidade – finalizou – é sempre um bendito exagero de bondade, de misericórdia, de amor.”

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