"O papa no Egito uniu cristãos e muçulmanos", afirma islamólogo Pe. Samir

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03 Maio 2017

Continua despertando comentários positivos a recente visita do papa ao Egito. Para o padre Samir Khalil Samir, jesuíta egípcio e professor de islamística no Pontifício Instituto Oriental de Roma, foi um evento de grande importância e de sucesso, que uniu e encorajou cristãos e muçulmanos na construção da paz e na luta contra a violência.

A reportagem é de Fabio Colagrande, publicada por Radio Vaticana, 02-05-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Certamente, foi uma viagem de sucesso”, afirma. “E foi muito importante, porque o Egito se encontra em uma situação de isolamento. Isso abre, dá um pouco de ar... Os muçulmanos se sentem com dificuldade por causa do terrorismo. O fato de poder encontrar um homem que apoia você, que simpatiza, como no caso do papa, isso dá coragem e força ao presidente, assim como à instituição de Al-Azhar, mas também, certamente, a todos os cristãos do Egito, porque sofremos com esse terrorismo. Essa viagem também teve outra importância: os muçulmanos se sentem unidos aos cristãos nessa prova dos atentados. Os muçulmanos nos apoiaram, e há quem diga: ‘Vocês são os nossos irmãos’. É também o testemunho do resultado dessa viagem ao Egito.”

Eis a entrevista.

Quanto ao diálogo inter-religioso, que progresso o novo encontro entre o papa e o grão-imã Al-Tayeb trouxe ao diálogo entre cristãos e muçulmanos?

O essencial é que o papa tem confiança em Al-Tayeb e na Al-Azhar e os encoraja e apoia, para dizer: continuem nessa linha da não violência. A Al-Azhar proclama isso. As pessoas dizem: “Sim, mas o que vocês fazem para realizar isso?”. Portanto, este poderia ser um encorajamento: eles podem contar com o apoio dos cristãos, dado o apoio que o papa levou.

Para a comunidade copta e também para a pequena minoria católica, que significado tiveram essas horas passadas pelo papa no Cairo, na sua opinião?

Para a comunidade copta católica, que é muito pequena, isso significa: o papa também se interessa por nós, que somos menos de 300 mil. E isso é muito importante. Mas também significa que o papa é o “pai” de todos os cristãos, não só os católicos, mas todos os cristãos. Ele testemunhou uma fraternidade com todos. Não há uma pessoa excluída. Ele mostrou isso concretamente: o seu abraço no imã Al-Tayeb, assim como no presidente, de modo sinceramente afetuoso, já diz mais do que os discursos.

Depois, o diálogo com os ortodoxos, até chegar a um acordo sobre o Batismo. Esse é um passo à frente que não se podia imaginar! Finalmente, como eu dizia, em relação à pequena comunidade católica, isto é, em todos os níveis, essa viagem mostra que somos uma família, um povo, o povo egípcio: diferentes, mas a diversidade é um enriquecimento, e não um empobrecimento. Essa me parece ser a tríplice mensagem que essa viagem rapidíssima levou ao Egito. Cabe a nós, agora, concretizá-la na vida cotidiana.

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