Papa Francisco: os missionários não fazem proselitismo como “torcida organizada”

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06 Dezembro 2016

Convite natalino do Papa a abandonar “os ídolos do êxito, do poder e do dinheiro” e a acolher Deus. “Quando um missionário anuncia Jesus, não faz proselitismo como um “torcedor” que busca mais seguidores para sua equipe”, afirmou Francisco. E exortou a “deixar os caminhos cômodos, mas que desviam, dos ídolos deste mundo: o êxito a qualquer preço, o poder em detrimento aos mais fracos, a sede de riquezas, o prazer a qualquer preço”.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada por Vatican Insider, 04-12-2016. A tradução é do Cepat.

Neste segundo domingo do Advento, o Papa apareceu na janela da sala do Palácio Apostólico para recitar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro para a oração mariana. O Pontífice fez próprio o convite de João Batista: “Convertam-se, porque o reino dos céus está próximo”. E ressaltou que com estas mesmas palavras Jesus começou sua missão na Galileia, e “assim também será o anúncio que os discípulos deverão levar em sua primeira experiência missionária”.

Comentando o evangelho dominical, Jorge Mario Bergoglio recordou que o evangelista Mateus apresenta João “como aquele que prepara o caminho do Cristo que vem, e os discípulos como os continuadores da pregação de Jesus”. Trata-se do mesmo anúncio: “Vem o Reino de Deus, e mais, está próximo, está entre nós”. E esta, insistiu o Papa, é a mensagem central de qualquer missão cristã. “Mas o que é – perguntou o Pontífice – este Reino dos Céus? Pensamos imediatamente em algo que tem a ver com o além: a vida eterna. Claro, o Reino de Deus se estenderá sem fim para além da vida terrena, mas a bela notícia que Jesus nos traz e que João antecipa é que não devemos esperar no futuro o Reino de Deus”. De fato, apontou Bergoglio, “o Reino de Deus se aproximou, de alguma maneira já está presente e podemos experimentar, desde agora, sua potência espiritual: Deus vem estabelecer seu senhorio em nossa história, em nossa vida cotidiana e ali onde é acolhido com fé e humildade germinam o amor, a alegria e a paz”. A condição para fazer parte deste Reino, prosseguiu o Pontífice, é fazer “uma mudança em nossa vida, ou seja, nos converter”.

Por este motivo, o Papa Francisco convidou a “abrir passagem ao Senhor que vem”, porque Cristo “não retira a nossa liberdade, mas nos oferece a verdadeira felicidade”. Com o nascimento de Jesus em Belém, explicou, “é o próprio Deus que vem morar entre nós para nos livrar do egoísmo, do pecado e da corrupção”. Portanto, acrescentou Francisco, “o Natal é também um dia de grande alegria exterior, mas é principalmente um compromisso religioso para o qual é preciso uma preparação espiritual”. Então, “neste tempo do Advento, deixemo-nos guiar pela exortação do Batista em preparar o caminho do Senhor e endireitar suas veredas”. E, sustentou o Papa, “preparamos o caminho do Senhor e endireitamos suas veredas quando examinamos nossa consciência, quando analisamos nossas atitudes, quando, com sinceridade e confiança, confessamos nossos pecados no Sacramento da Penitência”. Neste Sacramento, efetivamente, “nós experimentamos em nosso coração a proximidade do Reino de Deus e sua salvação”. Portanto, “a salvação de Deus é obra de um amor muito maior que nossos pecados, só o amor de Deus pode cancelar o pecado e libertar do mal, e só o amor de Deus pode nos orientar pelo caminho do bem”.

Jorge Mario Bergoglio invocou o auxílio da Virgem: “Que nos ajude a nos preparar para o encontro com este Amor cada vez maior, que na Noite de Natal se fez pequeno, pequeno, como uma semente que cai sobre a terra, a semente do Reino de Deus”.

Após o Angelus, o Papa dirigiu sua saudação “a todos vocês, romanos e peregrinos”. Em especial, recordou “os fieis que vieram de Córdoba, Jaén e Valência, na Espanha, de Split e Makarska, na Croácia, das paróquias de Santa Maria da Oração e do Santíssimo Sangue de Cristo, em Roma. “A todos, desejo um bom domingo e um bom caminho de Advento”, afirmou Francisco. “Até voltarmos a nos ver na festa de Maria Imaculada. Nestes dias, rezemos unidos pedindo sua maternal intercessão para a conversão dos corações e o dom da paz. E, por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom apetite!”.

Francisco citou os romanos e os peregrinos em referência ao próximo dia 8 de dezembro, ocasião da festa da Imaculada Conceição, com a tradicional visita à Praça da Espanha. No Twitter, o Pontífice definiu o Advento com estas palavras: “tempo de preparar nossos corações para acolher o Cristo Salvador, nossa esperança”.

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