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24 Novembro 2016

“O coronel Renato Sant’Anna está sendo empurrado goela abaixo aos indígenas da região de Campo Grande MS no Mato Grosso do Sul. Decisão do governo confirma a sua decisão de entregar a Funai aos militares, numa militarização e controle dos povos indígenas e as lutas pelos seus direitos. Em Brasília os povos indígenas estão denunciando essa política espúria com relação aos povos originários e as comunidades tradicionais. Apesar de hoje terem recebido spray de pimenta nos olhos, estão mostrando ao Brasil e ao mundo de que ao mesmo tempo em que ampliam sua união e aliança com outros setores da sociedade, irão levar adiante suas lutas pelos seus territórios, fazendo as autodemarcações e retomadas”, escreve Egon Heck, do secretariado nacional do Conselho Indigenista MissionárioCIMI, ao enviar o artigo que publicaremos a seguir, 23-11-2016. 

Eis o artigo.

Antes do dia amanhecer, uma animada conversa toma conta do Centro de Formação onde estão reunidos mais de 400 representantes de 15 povos indígenas, de vários quilombos e comunidades de pescadores artesanais e quebradeiras de coco. São os povos e comunidades tradicionais construindo uma esperançosa aliança na luta, pela construção de um país mais justo e respeitoso com toda sua população.

Enquanto os galos começam a cantar e os pássaros dão o ar da graça, com seus cantos maviosos, o coração de cada participante de mais esse momento de luta vai se aquecendo para mais uma jornada de protestos e enfrentamentos com os inimigos encastelados nos três poderes.

Ontem foi a vez de ocupar o Palácio do Planalto. Por mais de três horas cantaram e fizeram manifestações e rituais para exigir do governo, medidas imediatas e eficazes para impedir retrocessos e supressão de direitos conquistados há décadas com muita luta, sofrimento e sangue derramado.

Conseguiram que uma delegação de 30 representantes dos manifestantes, tivessem um encontro com cinco ministros e representantes de secretarias do governo. Depois de quase uma hora e meia de conversas, denúncias e exigências, as lideranças voltaram, decepcionadas e revoltadas: “Esse governo só sabe enrolar. Só vamos conseguir mudar essa situação através de nossas lutas na base”, desabafou uma das lideranças participantes da “mesa de diálogo”.

O país plural e desigual

A união dos povos e comunidades tradicionais e originárias vai sendo construída e se solidificando em torno das lutas concretas, em especial pelos territórios. E é exatamente estes que estão sob a mira do agronegócio, que busca subtrair as terras das populações do campo. Os três poderes estão abarrotados de iniciativas, projetos de lei, de emendas constitucionais, portarias, declarações, visando impedir ou subtrair direitos constitucionais desses povos.


(Foto: Laila/Cimi)

Projetos de destruição e morte, como o MATOPIBA, dentre muitos, demonstram a clara intensão de continuidade e aprofundamento do neoliberalismo e neodesenvolvimentismo, que necessariamente passa por maior concentração da terra e do capital. “A guerra é uma só. Não temos medo da morte. Nosso lugar não é na beira da estrada, mas é em nossos territórios. Em nossa aliança a gente se fortifica como povo. Da Amazônia, aos pampas gaúchos, viemos para nos unir e lutar”.

Na verdade, está se fazendo um caminho de volta de união e solidariedade, principalmente entre os quilombolas e os povos indígenas. Quando escravizados e oprimidos, os negros fugiam encontrando abrigo nas aldeias. Reconstroem-se hoje os caminhos de luta conjunta pela garantia dos seus direitos.

Essa pluralidade que torna o país tão belo e diverso, infelizmente tem uma elite dominante empenhado em destruir essa beleza, fazendo com que o Brasil continue sendo um dos países mais desiguais do planeta.


(Foto: Laila/Cimi)

Ontem se visibilizou mais um desses momentos fortes de busca da união e construção de uma aliança cada vez mais sólida. Emblematicamente esse ato se deu na ocupação do Palácio do Planalto.

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