Canadá combate alterações climáticas ao mesmo tempo que subsidia petrolíferas

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • O que deve ser cancelado? Eis a questão

    LER MAIS
  • Indígena assassinado no Maranhão é o 4º Guajajara morto de forma violenta em menos de dois meses

    LER MAIS
  • Padre Miguel Ángel Fiorito, SJ, meu Mestre do Diálogo: "Ele nos ensinou o caminho do discernimento". Artigo do Papa Francisco

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

16 Novembro 2016

Um estudo publicado esta terça-feira dá conta de que os planos de combate às alterações climáticas do Canadá estão a ser prejudicados pelos subsídios estatais concedidos a produtores de petróleo e gás. Esses subsídios ascendem aos 3,3 mil milhões de dólares por ano (pouco mais de três mil milhões de euros).

A informação é publicada por Público, 16-11-2016.

O primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, anunciou o objetivo de estabelecer uma taxa nacional sobre as empresas que não acompanharem os objetivos do país em relação à redução das emissões poluentes até 2018. Mas, segundo o trabalho realizado pelos quatro maiores grupos ambientais canadianos, esta meta pode ficar em risco se os subsídios não forem eliminados.

O montante anual subsidiado destina-se a incentivar a extração, a pesquisa e o desenvolvimento dos combustíveis fósseis, mas as organizações envolvidas na investigação referem que é o equivalente a pagar 19 dólares (mais de 17 euros) aos “poluidores” por cada tonelada de dióxido de carbono que emitem. Ou seja, esta situação entra em conflito com a meta de Trudeau em limitar as emissões de carbono, pois, segundo o estudo, por cada tonelada de dióxido de carbono, o custo será de 50 dólares até 2022.
“Este sistema é como taxar os consumidores que compram cigarros e, ao mesmo tempo, oferecer enormes benefícios fiscais às empresas tabaqueiras que as encorajam a produzir mais cigarros. Não faz sentido”, refere Alex Doukas, da organização Oil Change International.

Os países do G20, no qual se inclui o Canadá, comprometeram-se, em 2009, a eliminar gradualmente os subsídios destinados aos combustíveis fósseis, compromisso que foi reiterado pelo primeiro-ministro canadiano no último mês de março durante uma reunião do G7.

Dale Marshall, do Environmental Defence, explica que, ou o “Canadá elimina progressivamente os enormes subsídios para empresas petrolíferas e de gás” ou o “preço do carbono de Trudeau vai fazer pouco para encorajar os poluidores a cortarem as emissões de carbono”.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Canadá combate alterações climáticas ao mesmo tempo que subsidia petrolíferas - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV