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10 Novembro 2016

"A campanha presidencial nos Estados Unidos terminou. A peregrinação da justiça e da paz continua. Agora, mais do que nunca", é o comentário do secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), pastor Olav Fykse Tveit, tuitado a poucos minutos da notícia da eleição de Donald Trump como 45º presidente dos Estados Unidos.

A reportagem é do sítio Notizie Evangeliche (NEV), 09-11-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O bispo luterano Heinrich Bedford-Strohm, presidente da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD), foi mais direto. A partir de Magdeburgo, onde ocorre o Sínodo anual da EKD, ele disse estar "perplexo". Agora, para Bedford-Strohm, a Europa e a Alemanha terão uma responsabilidade ainda maior no tabuleiro mundial, começando pelo compromisso com os mais fracos, em favor do amor ao próximo e da empatia.

"Os discursos Donald Trump durante a campanha eleitoral foram tão divisivos e desvalorizadores contra certos grupos de pessoas que, agora que ele tem esse poder político, só podemos dizer que estamos preocupados", declarou ele à agência de notícias EPD. No entanto, acrescentou, é preciso olhar para o futuro: "Devemos fazer com que entendam os valores que, como cristãos, apoiamos e fazer com que eles entrem no debate público".

Porém, de acordo com os analistas, a agulha da balança em favor de Trump foi um grupo cristão em particular, afiliado à direita religiosa: de acordo com as primeiras sondagens, o que fez a diferença foram os "evangélicos brancos", que representam 26% do eleitorado, votando com 81% em Trump e com 16% para a candidata democrata Hillary Clinton.

De acordo com o Washington Post, as chamadas mainline churches – isto é, todas aquelas expressões do protestantismo histórico mais progressista – e as Igrejas evangélicas afro-americanas, com 59%, preferiram a metodista Clinton para a Casa Branca.

Também é interessante o dado relativo aos católicos, que com 52% teriam votado em Trump, enquanto, nas eleições anteriores, tinham sido majoritariamente favoráveis a Barack Obama.

Na manhã dessa quarta-feira, o moderador da Mesa Valdense, pastor Eugenio Bernardini, também com um tuíte, dirigiu "um pensamento e uma oração pelo povo estadunidense. Em particular, por aqueles que, como nós, NÃO se reconhecem nos chamados ‘valores’ de Trump".

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