Papa Francisco: “Sempre há um pobre que precisa de mim e não posso delegar o compromisso”

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20 Outubro 2016

O Papa, na Audiência Geral: “Quantas vezes recitamos o Pai-Nosso e não prestamos atenção verdadeiramente nessas palavras: ‘O pão nosso de cada dia nos dai hoje’”.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada por Vatican Insider, 19-10-2016. A tradução é de André Langer.

“Sempre há alguém que tem fome e sede e precisa de mim. Não posso delegar a nenhum outro. Este pobre precisa de mim, da minha ajuda, da minha palavra, do meu compromisso. Estamos todos comprometidos nisto”. O Papa dedicou a Audiência Geral desta quarta-feira ao eco na fé cristã da fome e da sede: “Quantas vezes recitamos o Pai-Nosso – destacou – e não prestamos atenção verdadeiramente nessas palavras: ‘O pão nosso de cada dia nos dai hoje’”.

“Uma das consequências do chamado ‘bem-estar’ – explicou ao princípio o Papa Francisco – é a de levar as pessoas a se fecharem em si mesmas, tornando-se insensíveis às exigências dos outros. Faz-se de tudo para iludi-las apresentando-lhes modelos de vida efêmeros, que desaparecem depois de alguns anos, como se a nossa vida fosse uma moda a seguir e mudar em cada estação. Não é assim. A realidade deve ser acolhida e enfrentada por aquilo que é, e muitas vezes nos apresenta situações de urgente necessidade. É por isto que, entre as obras de misericórdia, encontra-se o apelo à fome e à sede: dar de comer a quem tem fome (existem muitos hoje, eh?) e de beber a quem tem sede”.

“Quantas vezes os meios de comunicação nos informam sobre populações que sofrem com a falta de comida e de água, com graves consequências, especialmente para as crianças”, insistiu o Papa. “Diante destas notícias, e especialmente diante de certas imagens – continuou –, a opinião pública sente-se atingida e de vez em quando se fazem campanhas de ajuda para estimular a solidariedade. As doações são generosas e deste modo se pode contribuir para aliviar o sofrimento de muitas pessoas. Esta forma de caridade é importante, mas talvez não nos implique diretamente”.

Pelo contrário, “quando, caminhando pela rua e encontramos uma pessoa em necessidade ou então um pobre vem bater à porta da nossa casa, é muito diferente, porque não estamos diante de mais uma imagem, mas somos envolvidos em primeira pessoa. Não existe mais nenhuma distância entre ele ou ela e eu, e me sinto interpelado. A pobreza em abstrato não nos interpela, mas faz-nos pensar, faz-nos lamentar. Se você vê a pobreza na carne de um homem, de uma mulher, de uma criança, isso sim, interpela”.

Ao contrário, difunde-se o costume de “fugir da necessidade, de não nos aproximarmos ou mascararmos um pouco a realidade dos necessitados com os costumes da moda. Assim nos afastamos desta realidade. Não há mais nenhuma distância entre o pobre e quando o encontro. Nestes casos, qual é a minha reação? Desvio o olhar dele e passo adiante? Ou me detenho a falar com ele e me interesso por sua situação? E se você faz isto, não faltará alguém que diga: ‘Mas este está louco ao falar com um pobre!’ Vejo se posso acolher de alguma maneira aquela pessoa ou busco livrar-me o mais rápido possível dela? Mas, talvez, ela pede apenas o necessário: algo para comer e beber”.

A experiência da fome, continuou o Pontífice, “é dura. Sabe-o quem viveu períodos de guerra ou carestia. No entanto, esta experiência se repete cada dia e convive junto com a abundância e o desperdício”. O Papa recordou as palavras do Apóstolo Tiago (‘De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé se não tiver obras?’), para insistir em que “há sempre alguém que tem fome e sede e necessita de mim. Não posso delegar a nenhum outro. Este pobre necessita de mim, da minha ajuda, da minha palavra, do meu compromisso. Estamos todos comprometidos nisto”. Por isso o milagre de Jesus da multiplicação dos pães e dos peixes “é uma lição muito importante para nós. Diz-nos que o pouco que temos, se o colocamos nas mãos de Jesus e o compartilhamos com fé, transforma-se em uma riqueza superabundante”.

Citando a encíclica Caritas in Veritate de Bento XVI, Francisco recordou: “‘Dar de comer a quem tem fome é um imperativo ético para a Igreja universal. [...] O direito à alimentação e à água tem um papel importante para conseguir outros direitos”. E pediu que recordemos as palavras de Jesus: “Eu sou o pão da vida” e “Quem tem sede venha a mim”. Para todos os fiéis, indicou, estas palavras são uma provocação, chamam para reconhecer que ao dar de comer a quem tem fome e dar de beber a quem tem sede, se dá “a nossa relação com Deus, um Deus que revelou em Jesus o seu rosto de misericórdia”.

Ao final da Audiência, o Papa recebeu de presente um ostensório feito com as placas de barracos da Libéria, em Nairóbi (Quênia), a maior periferia da África subsaariana. Com a bênção do Papa Francisco, o ostensório, uma iniciativa da Fundação Casa do Espírito e das Artes, viajará pelas dioceses da Itália e do mundo, representando, com esse metal pobre, de descarte, o amor de Jesus pelos pobres e marginalizados.

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