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09 Outubro 2016

Os guerrilheiros começaram a voltar aos lugares de onde nos últimos anos protagonizaram o conflito armado com o Estado. Vários comandos médios das FARC partiram em aeronaves, enquanto outros o fizeram por terra.

A reportagem é publicada por Página/12, 07-10-2016. A tradução é de André Langer.

Centenas de membros das FARC que estavam prontos para ir aos lugares onde entregaram suas armas às Nações Unidas começaram a retornar às zonas onde atuaram nos últimos anos, depois que o acordo de paz com o governo fora rejeitado no plebiscito de 02 de outubro passado.

A cadeia de rádio Caracol assinalou na quinta-feira que os guerrilheiros começaram a partir desde a quarta-feira da região dos Llanos del Yarí (sudeste), onde em meados de setembro participaram da 10ª Conferência das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Nessa reunião, as FARC aprovaram sua dissolução como grupo armado e a transformação em movimento político legal, pois para então já tinham chegado a um acordo de paz com o Governo, que colocava um ponto final a um confronto de 52 anos.

Três dias depois do término da conferência, o presidente colombiano Juan Manuel Santos e o líder máximo das FARC, Rodrigo Londoño, codinome Timochenko, assinaram em Cartagena de Indias o acordo de paz, na presença de 15 chefes de Estado e do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. No entanto, o acordo de paz ficou suspenso por conta do inesperado resultado do plebiscito do dia 02 de outubro, no qual a opção do “Não” venceu a opção do “Sim” ao pacto com 50,21% dos votos contra 49,78%, respectivamente.

O acordo entre as partes estipulava que cinco dias após a assinatura do acordo de paz os cerca de 5.800 membros das FARC já deveriam estar concentrados nos 27 setores que foram definidos como abrigos transitórios. Os guerrilheiros deviam permanecer nesses lugares durante meio ano, tempo durante o qual seriam julgados por um sistema de justiça transicional, preparariam sua reincorporação à vida legal e entregariam 14 mil armas às Nações Unidas.

As FARC tinham dito que os guerrilheiros que participaram da 10ª conferência se deslocariam diretamente de Llanos del Yarí para os lugares onde lhes corresponderia concentrar-se. No entanto, os guerrilheiros começaram, na quarta-feira, a voltar aos lugares de onde nos últimos anos protagonizaram o conflito armado com o Estado.

Segundo a Caracol Radio, vários comandos médios das FARC partiram em aeronaves, ao passo que outros o fizeram por terra, em meio às incertezas sobre o futuro do processo de paz. Tanto os aviões como os veículos tinham emblemas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A ordem de mobilizar-se partiu de Havana e foi dada pela equipe de negociação das FARC, que desde a terça-feira mantinha ali contatos com delegados do Governo para analisar a situação.

Timochenko afirmou que seu grupo continua empenhado na paz e em continuar usando a palavra como única arma, ao mesmo tempo que outros chefes do grupos defendem que já não é possível negociar o acordo de paz, como exige o setor de direita radical que promoveu no plebiscito a rejeição do acordo. Esse setor é liderado pelo Partido Centro Democrático, encabeçado pelo ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe, que, na quarta-feira, se reuniu com Santos para analisar o caminho a seguir.

A rejeição do acordo de paz no plebiscito é mais de tipo político que jurídico, pois Santos não estava obrigado a convocar a consulta popular para que o país se pronunciasse sobre o resultado das negociações. De fato, nenhum dos acordos de paz que nas três últimas décadas permitiram a desmobilização e o desarmamento de vários grupos armados ilegais requereu o mecanismo do referendo.

Entre as alternativas propostas por políticos e analistas para superar a difícil conjuntura estão a renegociação, a implementação do acordo por parte do Congresso ou a formação de uma Assembleia Constituinte.

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