O Papa em Amatrice: “Eu vi o terror nos olhos das crianças”

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06 Outubro 2016

“Eu vi o terror nos olhos das crianças. E vi a força que, apesar de tudo, sabem transmitir aos idosos...”. O Papa Francisco está visivelmente cansado e sofrido depois da maratona durante a qual percorreu as zonas afetadas pelo terremoto, um dia após a sua dura viagem à Geórgia e ao Azerbaijão.

A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada por Vatican Insider, 05-10-2016. A tradução é de André Langer.

Ao final do dia, comovido, comentou o que viu nos rostos das pessoas com as quais se encontrou. Ele quis ir a Amatrice, Accumoli, Arquata e Pescara del Tronto para abraçar os vivos e rezar pelos mortos, e não para abençoar escombros. Olhando da estrada que do alto oferece um panorama das casas de Pescara del Tronto devastadas como se tivessem sido bombardeadas, Bergoglio comoveu-se. E, voltando-se para o bispo Giovanni d’Ercole, perguntou-lhe sussurrando com um fio de voz: “Quantos mortos?” Depois de ouvir a resposta permaneceu em silêncio rezando.

Decidiu não chegar do céu, como um “vip”, com um helicóptero que lhe teria permitido viajar menos e com menos cansaço. Quis ir de carro, procurando despistar até o último minuto os jornalistas com essa resposta que deu no domingo passado ao voltar de Baku, quando disse que ainda não tinha escolhido a data para a sua visita.

Não fez nenhum discurso; proferiu apenas algumas breves saudações. Não foi ao encontro das vítimas do terremoto para falar. Mas para ouvir e abraçar. Para oferecer o testemunho, em silêncio e com ternura, da sua pessoal proximidade.

O que mais o surpreendeu, ao final de um dia cheio de emoções e lágrimas, foram os olhos das crianças e dos idosos. “Eu vi o terror, o medo nos rostos dos mais pequeninos”, confiou aos seus colaboradores mais próximos, pensando em todas as crianças que ficaram sepultadas sob os escombros. “Eu percebi a força que sabem transmitir aos idosos”.

Apesar do que aconteceu, apesar dos entes queridos e dos amigos que já não estão aqui, apesar das casas desmoronadas, a perda de tudo. O encontro que mais surpreendeu a Bergoglio foi justamente o encontro com os idosos, no Lar São Rafael em Borbona, que abriga doentes crônicos e que não são autossuficientes.

Entre eles havia muitos desabrigados em decorrência do terremoto. Com os rostos aparentemente frágeis, mas ao mesmo tempo capazes de transmitir força e esperança ao Pontífice, seu coetâneo, que veio para lhes dizer que não estão sozinhos.

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