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15 Setembro 2016

Após meses de negociações, a alemã Bayer, uma multinacional das áreas da química agrícola e farmacêutica, fechou um acordo para comprar a empresa agro-química Monsanto. É o maior negócio do ano, que, a ser aprovado, criará um gigante na área do desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas, pesticidas e produtos químicos para a agricultura.

A reportagem é de João Pedro Pereira, publicada por Público, 14-09-2016.

A compra, feita inteiramente em dinheiro, valoriza a Monsanto em 66 mil milhões de dólares (59 mil milhões de euros), o que significa 128 dólares por ação e já inclui a dívida da empresa norte-americana. O valor representa mais seis dólares por ação do que a oferta original da Bayer, apresentada em março. À hora de publicação deste artigo, as ações da Monsanto na Bolsa de Nova Iorque rondavam os 107 dólares, uma subida de 1%.

A Monsanto, que teve no ano passado receitas de 15 mil milhões de dólares, atua em vários mercados e é conhecida sobretudo pelas sementes geneticamente modificadas, que têm suscitado críticas por parte de ambientalistas e de alguns grupos de defesa do consumidor. O recurso a estas sementes é muito mais frequente nos EUA do que na Europa, mas a Monsanto vende sementes de milho geneticamente modificado dentro da União Europeia.

Um comunicado da Bayer explica que a junção das empresas permitirá combinar produtos de cada uma das companhias e significará uma poupança em torno dos 1500 milhões de dólares após o terceiro ano.

“Esta operação une duas empresas diferentes, mas altamente complementares”, refere a nota.  A Bayer, embora muito conhecida pela atividade na saúde (é a criadora da aspirina), tem uma divisão de negócio focada no setor agrícola, através da qual desenvolve e comercializa herbicidaspesticidas e fungicidas, bem como algumas sementes. A combinação das duas empresas dará à companhia resultante uma cobertura maior do mercado, passando a fornecer produtos que vão das sementes para serem plantadas aos químicos para proteger as plantações. Dependendo do tipo de produto, a quota combinada das duas empresas oscila entre um quarto e quase um terço destes mercados.

A multinacional alemã observou ainda que “a indústria da agricultura está no centro de um dos maiores desafios do nosso tempo: como alimentar, de forma ambientalmente sustentável, três mil milhões de pessoas a mais no planeta em 2050”.

O negócio, porém, ainda terá de passar pelo crivo dos reguladores de vários países, numa altura em que o setor está numa fase de consolidação. O contrato inclui uma compensação de dois mil milhões de dólares paga pela Monsanto à Bayer, caso a aquisição não se concretize devido a objeções levantadas pelas autoridades, que têm estado a analisar outras fusões semelhantes dentro do setor. As americanas Du Pont e Dow Chemicals estão num processo de junção (que está sob análise da Comissão Europeia e das autoridades dos EUA), ao passo que a ChemChina (uma empresa química chinesa) decidiu comprar a suíça Syngenta. A Bayer e a Monsanto esperam conseguir fechar o negócio até ao final do próximo ano.

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