Papa Francisco denuncia os altos índices de desemprego na Argentina

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Por: André | 02 Agosto 2016

O Papa Francisco escreveu nesta segunda-feira uma carta a dom José María Arancedo, presidente da Conferência Episcopal Argentina, por ocasião da Festa de São Caetano, que se celebra no dia 07 de agosto, na qual, além de enviar uma saudação e bênção aos homens e mulheres que irão se reunir em diversos templos do país para pedir pão e trabalho, denunciou que “continuamos vivendo um tempo em que os índices de desemprego são significativamente altos”.

A reportagem é de Elisabetta Piqué e publicada por La Nación, 01-08-2016. A tradução é de André Langer.

Além disso, condenou os que “vivem de cima”. “A sabedoria de nosso povo usa um dito para qualificar aqueles que, podendo trabalhar, não o fazem. ‘Esse vive de cima’. E nossa gente menospreza aqueles que “vivem de cima”, porque arteiramente vislumbram neles certa falta de dignidade”, escreveu, segundo o texto da carta divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

“Quando pedimos trabalho, estamos pedindo poder sentir dignidade; e nesta celebração de São Caetano pedimos essa dignidade que o trabalho nos confere; poder levar o pão para casa”, também indicou Francisco, que evocou, com emoção, os 07 de agosto que passou em Buenos Aires como arcebispo.

“Recordo comovido os 07 de agosto em Buenos Aires. A missa no Santuário de Liniers e depois o percurso da fila de gente até o Estádio de Vélez. Saudar, escutar, acompanhar a fé desse povo simples... e tantas vezes, diante da angústia de homens e mulheres que querem e procuram trabalho e não o encontram..., só atinava a um aperto de mãos, um carinho, olhar esses olhos umedecidos de dor e chorar internamente. Chorar, sim, porque é duro cruzar com a vida de um pai de família que quer trabalhar e não encontra trabalho”, escreveu.

Finalmente, na carta pediu aos bispos que nesta Festa de São Caetano saibam acompanhar aqueles que pedem pão e trabalho com “carinho, proximidade e oração, e peçamos também para nós essa graça: que nunca nos falte trabalho, esse trabalho ao qual o Senhor nos envia e que nos confere dignidade”.

Na sequência, o texto completo da carta:

Vaticano, 1º de agosto de 2016.

S.E.R. Mons. José María Arancedo

Presidente da Conferência Episcopal Argentina

Querido irmão:

Em alguns dias, celebramos a Festa de São Caetano. Por meio de você quero fazer chegar minha saudação e bênção a tantos homens e mulheres que vão se reunir nos diversos templos do país dedicados ao Santo para pedir pão e trabalho ou para agradecer o fato de que não lhes falta.

Recordo comovido os 07 de agosto em Buenos Aires. A missa no Santuário de Liniers e depois o percurso da fila de gente até o Estádio de Vélez. Saudar, escutar, acompanhar a fé desse povo simples... e tantas vezes, diante da angústia de homens e mulheres que querem e procuram trabalho e não o encontram..., só atinava a um aperto de mãos, um carinho, olhar esses olhos umedecidos de dor, e chorar internamente. Chorar, sim, porque é duro cruzar com a vida de um pai de família que quer trabalhar e não o encontra.

A São Caetano pedimos pão e trabalho. O pão é mais fácil conseguir, porque sempre existe alguma pessoa ou instituição boa que o faz chegar perto, ao menos na Argentina, onde nosso povo é tão solidário. Há lugares no mundo que nem essa possibilidade tem. Mas o trabalho é tão difícil conseguir, sobretudo quando continuamos vivendo um tempo em que os índices de desemprego são significativamente altos. O pão resolve uma parte do problema, mas pela metade, porque esse pão não é o pão que se ganha com seu trabalho. Uma coisa é ter pão para comer em casa e outra coisa é levá-lo para casa como fruto do trabalho. E isto é o que confere dignidade.

Quando pedimos trabalho estamos pedindo poder sentir dignidade; e nesta celebração de São Caetano pedimos essa dignidade que o trabalho nos confere; poder levar o pão para casa. Trabalho, esse T (que junto com os outros dois T: Teto e Terra) está na estrutura básica dos Direitos Humanos; e quando pedimos trabalho para levar o pão para casa estamos pedindo dignidade.

A sabedoria do nosso povo usa um dito para qualificar aqueles que, podendo trabalhar não o fazem: “esse vive de cima”. E nossa gente menospreza aqueles que “vivem de cima”, porque arteiramente vislumbram neles certa falta de dignidade.

Querido Arancedo: que nesta Festa de São Caetano todos os bispos saibam acompanhar os nossos irmãos que pedem pão e trabalho. E o façamos com carinho, proximidade e oração, e peçamos também para nós essa graça: que nunca nos falte trabalho, esse trabalho ao qual o Senhor nos envia e que nos confere dignidade.

Por favor, não se esqueça de rezar por mim. Que Jesus o abençoe e a Virgem Santa o cuide. Fraternalmente,

Francisco

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