Guatemala investiga morte de militar que assassinou o bispo Gerardi

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29 Julho 2016

A polícia da Guatemala está investigando a morte de Byron Lima Oliva, o militar que assassinou o bispo Juan José Gerardi em 1998. Lima foi morto em uma rebelião no presídio de Pavón, onde ele cumpria pena pelo crime, no último dia 18-07-2016.

Lima era considerado o preso mais poderoso do país. Ele detinha o controle dentro da cadeia, onde tinha privilégios. Em 2013, foi encontrado fora da prisão, de onde saiu sem autorização. Lima teria influência inclusive na escolha do diretor do sistema penitenciário do país.

O capitão do Exército Byron Lima Oliva. Foto: Prensa Libre

Lima era capitão do Exército guatemalteco, e estava na prisão desde 2000. A polícia trabalha com a hipótese de uma desavença entre ele e outro preso, que teria sido protegido por guardas da prisão para cometer o crime. Outras 13 pessoas foram mortas durante a rebelião, inclusive a modelo argentina Joanna Birriel, que estava com Lima.

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O assassinato do bispo Gerardi

Juan José Gerardi era bispo auxiliar da Arquidiocese da Cidade da Guatemala, e participou da Comissão Nacional de Reconciliação instaurada para apurar as violações de direitos humanos ocorridas durante a guerra civil do país (1960-1996). Ele foi assassinado dois dias depois de apresentar o relatório Guatemala: Nunca Mais, em 1998, dentro da casa de sua paróquia.

O documento evidenciava os crimes sistemáticos cometidos pelo Exército do país. Gerardi foi morto por militares. Além do capitão Byron Lima Oliva, estava envolvido seu pai, o coronel aposentado Byron Lima Estrada, que cumpriu pena e hoje está em liberdade, e o sargento Obdulio Villanueva. Assim como Lima Oliva, Villanueva morreu em uma rebelião na cadeia, em 2003. Também foi preso, como cúmplice, o sacerdote Mario Orantes.

Violência na Guatemala

A guerra civil na Guatemala foi travada entre o governo militar do país, sustentado pelos Estados Unidos, e grupos rebeldes de esquerda que eram apoiados por camponeses e por indígenas. Após o fim do conflito, o governo foi considerado responsável por crimes contra a população civil, inclusive pelo genocídio do povo Ixil.

A morte dentro da prisão do capitão Lima evidencia que a violência e a corrupção dominam a Guatemala até hoje. Em 2015, foi revelado um escândalo de corrupção que envolvia diretamente o presidente do país, Otto Pérez Molina. Ele renunciou e hoje está preso.

O resultado da crise foi a eleição para a presidência de Jimmy Morales, um comediante que fez campanha se apresentando como alguém de fora da política. Ele venceu com 65% dos votos.

Por João Flores da Cunha / IHU – Com agências

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