América Latina e Caribe podem erradicar a fome até 2025, diz relatório da OCDE-FAO

Revista ihu on-line

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Bioética e o contexto hermenêutico da Biopolítica

Edição: 513

Leia mais

Mais Lidos

  • 1º Dia Mundial dos Pobres

    LER MAIS
  • Papa nomeia brasileiro para Relator Geral do Sínodo dos Jovens e um jesuíta e salesiano como Secretários Especiais

    LER MAIS
  • O Homo Deus e a obsolescência do ser humano

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

08 Julho 2016

A América Latina e o Caribe têm condições de acabar com a fome até 2025, aponta o relatório Perspectivas Agrícolas 2016-2025, produzido em conjunto pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO.

O estudo projeta que, se as políticas públicas e a tendência atual de crescimento da produtividade no campo forem mantidas, o índice de pessoas subalimentadas na região deve cair para menos de 5% – o que, para a FAO, significa a erradicação da fome. Hoje, esse índice está em 5,5%. No início da década de 1990, era de 14,7%.

Foto: Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO

A projeção indica que o compromisso assumido no âmbito da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos – CELAC de erradicar a fome na região até 2025 será cumprido. O caminho para alcançar esse objetivo é o Plano de Segurança Alimentar, Nutricional e Erradicação da Fome da CELAC, hoje uma realidade em toda a América Latina e no Caribe. Segundo o representante regional da FAO, Raúl Benítez, “não somente nos transformamos em uma potência agrícola, mas o que é ainda mais importante é que os países criaram uma série de políticas públicas inovadoras focadas nas pessoas que sofrem com a fome, respaldados por estratégias de erradicação da fome em âmbito local, nacional e regional”.

{youtube}dsU7CWhYzYM{/youtube}

Crescimento da área cultivada

Ainda de acordo com o relatório, cujo escopo é global, apenas na América Latina e na África subsaariana há espaço para aumentar terras cultivadas. O estudo projeta que, até 2025, haverá um aumento de 22,5 milhões de hectares na área cultivada na região, o que representa um acréscimo de 24% em relação à área atual. O grande motor desse aumento é a soja. Apenas a soja brasileira deve responder por quase 50% dessa expansão – o que aponta para potenciais conflitos futuros com grupos indígenas.

O Mato Grosso do Sul, em especial, tem registrado conflitos indígenas. O agronegócio entra em embate também com pequenos agricultores, o que acaba por favorecer o uso de transgênicos. O problema atravessa fronteiras, ocorrendo também no Paraguai.

Desenvolvimento sustentável

O principal desafio colocado para a agricultura atualmente é a necessidade de alimentar uma população mundial crescente sem causar tantos danos ao meio ambiente. Assim, a agricultura sustentável aparece como horizonte para o setor. Outro caminho que se faz necessário para resolver essa equação é evitar o desperdício de alimentos. De acordo com a FAO, seria possível alimentar todas as pessoas que sofrem coma fome na América Latina e no Caribe apenas com o que é desperdiçado na região.

Por João Flores da Cunha / IHU – Com Agências

 

Confira: A revista IHU On-Line 449 discutiu a desigualdade no século XXI. A revista IHU On-Line 452 teve como tema o desperdício e a perda de alimentos. 

 

 

 

Nota da IHU On-Line: Assista à palestra do Prof. Dr. José Esquinas-Alcázar na abertura do XV Simpósio Internacional do IHU, "Alimento e Nutrição no contexto dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio".

 

{youtube}EH1E1LYx8oM{/youtube}

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

América Latina e Caribe podem erradicar a fome até 2025, diz relatório da OCDE-FAO - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV