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06 Junho 2016

Defensores da ordenação de mulheres ao sacerdócio católico romano marcaram o 20º aniversário da fundação de seu movimento em Roma, com uma conferência de três dias que terminou hoje com uma caminhada pela Via della Conciliazione em direção à Praça de São Pedro.

A reportagem é de Traci Badalucco, publicada por National Catholic Reporter, 03-06-2016. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

A Women's Ordination Worldwide, ou WOW, um conjunto de grupos internacionais de apoio à ordenação de mulheres, recebeu a reunião e a caminhada em Roma para instigar os líderes da Igreja a reabrir o diálogo sobre a questão da ordenação de mulheres que o Papa João Paulo II fechou há 22 anos com a publicação de sua exortação apostólica, Ordinatio Sacerdotalis, "sobre a ordenação sacerdotal de homens apenas".

A conferência "Open the Door to Dialogue", algo como ‘Abra as portas para o diálogo’, de 01 a 03 de junho, coincidiu com o Jubileu do Vaticano para Padres e Seminaristas, parte das comemorações oficiais que marcaram o Ano Jubilar da Misericórdia do Papa Francisco.

"Nós pensamos que o Jubileu Sacerdotal era um momento perfeito para realmente proporcionar uma contribuição e uma celebração a todas as mulheres chamados ao sacerdócio", disse Kate McElwee, codiretora executiva da Conferência de Ordenação de Mulheres e membro da WOW nos Estados Unidos. "Nós realmente queríamos fazer disso uma celebração e uma conversa séria das mulheres na Igreja".

A peça central da conferência "Open the Door to Dialogue" foi um painel de discussão entre cinco pessoas, na forma de perguntas e respostas, em Roma em 01 de junho no Casa Internazionale delle donne, um centro de movimentos feministas localizado a poucos passos do Vaticano, descendo o rio Tibre.

Quase 60 pessoas participaram do painel de discussões, que durou duas horas e incluiu pessoas com experiência profissional e pessoal com mulheres no ministério.

Um membro do painel, Tony Flannery - um padre redentorista irlandês que foi removido do ministério ativo em 2012 por seu apoio às sacerdotes do sexo feminino - comparou a atual postura da Igreja sobre as questões das mulheres com a da Idade Média.

"Estou cada vez mais convencido de que a desigualdade das mulheres está se tornando uma questão importante e um grande desafio para a Igreja Católica e, a menos que estes temas sejam abordados, [a Igreja] continuará cada vez mais marginalizada e pouco mais do que uma seita", disse Flannery ao NCR.

O anúncio recente do Papa Francisco de que ele criaria uma comissão para estudar a história das mulheres diáconas na Igreja Católica - um tópico quente entre os membros da Igreja - também foi trazido à tona nesta quarta-feira, 1º de junho. O feedback de Flannery ao anúncio foi sumamente positivo. Se as mulheres, por fim, forem ordenadas diáconas, disse ele, os párocos deixarão de distinguir homens e mulheres na execução da liturgia no altar. "Eles não veriam diferença significativa. Eu acho que seria um grande passo".

A palestrante Jamie Manson, que é editora de livros e colunista do NCR , ofereceu uma perspectiva diferente. "O estabelecimento de diáconas mulheres, penso eu, corre o risco de ser um compromisso que acaba prendendo as mulheres em um papel em que elas continuarão a ser subservientes aos homens, especialmente no serviço aos sacerdotes", disse ela.

A palestrante Marinella Perroni, professora de Novo Testamento na Pontifícia Universidade de São Anselmo em Roma, propôs três pontos durante sua introdução na quarta-feira, incluindo a eclesiologia do Concílio Vaticano II, que "trouxe à luz a necessidade de repensar a teologia do ministério Católico", disse ela.

"Eu sempre acreditei que a Igreja do Vaticano II deveria desclericalizar o ministério ordenado, libertando-o do peso do sacrifício. Em vez disso, o terror de uma possível protestantização da Igreja Católica bloqueou a recepção do Vaticano II e radicalizou a teologia do ministério como as pós-tridentinas estereotipadas", disse Perroni. "Pessoalmente, portanto, eu preferiria que as mulheres aspirassem ao ministério ordenado, ao invés do sacerdócio”.

A Rev. Dana English, uma palestrante e pároca assistente na Igreja Anglicana de Todos os Santos, em Roma, considerou os comentários de Perroni "extraordinários".

Dana English, que foi ordenada há 32 anos, disse ao NCR que o diálogo aberto - como o que a conferência apresenta - é um passo necessário na continuidade da presença de mulheres no olhar do público.

Se as vozes continuarem a falar alto e de maneira clara e frequente, tanto pela presença quanto pela voz, acho que esta questão pode continuar a se destacar na consciência pública", disse Dana. "As estruturas tradicionais enfrentarão uma ruptura nos próximos 10 a 20 anos."

A fotógrafa italiana Giulia Bianchi, também palestrante na conferência de quarta-feira, passou os últimos três anos fotografando mais de 70 sacerdotes do sexo feminino excomungadas - trabalho que a levou longe, para lugares como Novo México e Colômbia.

As fotografias de Bianchi, intituladas "Women Priests Project" (Projeto Mulheres Sacerdotes), foram impressas em cartazes de 91 cm e estão em exibição pública em torno da Praça de São Pedro e do bairro de Trastevere em Roma. Os cartazes devem estar em exibição até o dia 08 de junho.

Seu trabalho é mais do que apenas um conjunto de imagens, ela disse, mas uma chamada para as mulheres quebrarem as barreiras criadas pela sociedade.

"As mulheres sacerdotes estão muito bem. Elas não precisam de minha ajuda. Elas não precisam de minhas fotografias. Eu faço o meu trabalho para mulheres que não estão empoderadas... Que acham que elas não são tão boas quanto os homens", disse Bianchi ao NCR. "Não há nada mais importante para pessoas espiritualizadas do que sentir que a sua espiritualidade é tão grande e tão mística e tão profunda quanto a espiritualidade do homem".

Cerca de 20 pessoas reuniram-se na sexta-feira na Piazza Pia, no outro extremo da avenida que chega à praça externa da Basílica de São Pedro, onde começava uma missa pela ocasião do Jubileu dos Sacerdotes. Apoiadores da Women's Ordination Worldwide vestindo estolas roxas - um símbolo da ordenação de mulheres - carregavam cartazes que diziam: "As mulheres sacerdotes estão aqui." Também tinham uma réplica de papelão de uma cabine de telefone com o selo "porta para o diálogo".

Organizadores da WOW tinham licença para sua demonstração, tornando-a, dizem, a primeira demonstração legal para o grupo em Roma.

"Descemos o caminho do peregrino em direção a São Pedro e juntamo-nos à Missa para os Sacerdotes", disse McElwee ao NCR. "No entanto, estolas e cartazes das mulheres sacerdotes que estavam conosco foram retirados, assim como nossos folhetos e bottons".

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