A organização nas escolas ocupadas de Porto Alegre

Revista ihu on-line

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Mais Lidos

  • Mentiras e Riscos da PEC 32 - reforma administrativa? Não, a maior alteração já feita à Constituição brasileira

    LER MAIS
  • Em forma de apelo: primeiras considerações sobre o documento “Salvar a fraternidade – juntos” (parte 1). Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS
  • Vivo, portanto, desejo. Artigo de Vito Mancuso

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


16 Mai 2016

Desde quarta-feira, cinco escolas estaduais foram ocupadas por estudantes em Porto Alegre. Primeira a aderir ao movimento, a escola Emílio Massot, no bairro Azenha, foi liberada no sábado. As demais seguem como palco de protestos por melhorias na infraestrutura e valorização da educação, com prazo indeterminado para acabar. Enquanto isso, o secretário de Educação, Vieira da Cunha, permanece em férias, os professores entraram em greve e o governo estadual segue com as contas no vermelho.

A reportagem é de Vanessa Kannenberg, publicada por Zero Hora, 16-05-2016.

Da rotina das ocupações, fazem parte “aulas públicas”, atividades de integração e esportivas, refeições compartilhadas, além de muitas reuniões e assembleias para falar do movimento e dos próximos passos. Os estudantes da Escola Estadual Agrônomo Pedro Pereira, ocupada desde quinta-feira, aproveitaram o fim de semana para aprender tópicos diferentes dos quais estão acostumados a ter contato em sala de aula. Com a ajuda de alunos da UFRGS, tiveram “aulões” sobre Revolução Russa, ditadura, socialismo, capitalismo, feminismo e redação do Enem.

Drogas proibidas e divisão de dormitórios

Os integrantes das ocupações têm contado com ajuda de fora para se manter sem ter de deixar os prédios, protegidos por portões cadeados. Além de pais e professores, vizinhos das escolas, ONGs, escoteiros e entidades doam alimentos, cobertores, colchões, talheres e produtos de limpeza.

Na escola Padre Reus, Laura Barrera, 16 anos, aluna do 3º ano do Ensino Médio, conta que o grupo ainda está se organizando, criando comissões de segurança, comunicação e alimentação. Um regimento interno também foi criado. Entre as regras de convivência estão a divisão de dormitórios e a proibição de entrada de qualquer tipo de droga.

O mesmo ocorre no Julio de Castilhos. Há ainda a regra de identificação obrigatória no portão: quem não tiver documento de identidade ou crachá da entidade que representa não entra. E não sai. Os manifestantes não quiseram falar com a reportagem.

Os alunos do Colégio Emilio Massot optaram por encerrar a ocupação após a deliberação de greve pelos professores. Segundo Douglas da Silva Silveira, 16 anos, do 2º ano do Ensino Médio, os estudantes seguem mobilizados, realizando reuniões diárias, e não descartam nova ocupação.

– Não queremos atrapalhar o movimento dos professores. Além disso, como eles não estarão na escola, não queremos que achem que é uma invasão. Por ora, vamos passar nos outros colégios e oferecer nossa ajuda – explica.

A reportagem não conseguiu contato com os organizadores do protesto no Colégio Paula Soares, o último a ser ocupado, no sábado. O objetivo dos alunos das quatro escolas que permanecem ocupadas é ficar nos espaços até que haja sinalização do governo do Estado em ampliar os investimentos em educação. A Secretaria Estadual de Educação se manifestou apenas por nota. No texto, reconhece “as dificuldades estruturais do serviço público, mas conclama a unidade dos gaúchos para superar esses problemas históricos, cuja solução não depende de mera vontade política”.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A organização nas escolas ocupadas de Porto Alegre - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV