Paulo e a teologia do sacrifício expiatório. Oferecido em sacrifício por nós?

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14 Abril 2016

“Se nós entendemos por sacrifício aquela oblatividade pela qual alguém dá a sua vida por amor do outro, não existem problemas. Mas, na teologia do sacrifício, o sacrifício é um ato religioso, ou seja, um ato que envolve Deus. Enquanto nós dizemos que Deus deu a sua vida a favor nosso por um ato de amor extremo para nós, de acordo. Mas, se usamos a palavra sacrifício para dizer que Jesus oferece a sua vida para o perdão dos nossos pecados, fazemos referência à concepção arcaica de um Deus que tem necessidade de sangue, da vítima sacrificial”, escreve Giuseppe Barbaglio, teólogo italiano. A tradução é de Benno Dischinger.

Barbaglio escreve:

“Quero dizer que a Eucaristia, como a morte de Jesus, segundo Paulo, está fora deste esquema vitimário, das vítimas e dos sacrificadores, dos sacrifícios no sentido religioso.

Na carta aos Romanos, Paulo exorta a oferecer as nossas existências como sacrifício vivo, e não a oferecer vítimas sacrificais.

A nossa vida no mundo é o que Deus quer de nós, e não as vitimas. Se há as vítimas, há também os sacrificadores, os sacrificadores providenciais. Sei que é uma batalha perdida, porém... talvez que graças a um concílio se possa traduzir literalmente a frase proferida durante a Ceia do Senhor: “Isto sou eu que dei a minha vida por vosso amor”. Esta é a tradução correta. Eis porque digo que aquela tradução (“oferecido em sacrifício por vós”) por um lado não é exata e por outro lado é um pouco esperta, enquanto insere a visão sacrifical dentro do texto.

A crítica ao culto sacrifical já está presente na linha profética.

Em Isaías se diz: Quando vós vindes ao templo e pisais nos meus pavimentos, eu viro a face para o outro lado. Ide embora, aquilo que eu quero é justiça. Semelhantes os textos de Amós. Aqui a crítica é à dissociação entre culto e vida. Paulo introduz um novo elemento: não critica a dissociação, mas quer uma substituição: a única oferta que agrada a Deus é a vida mundana, isto é, um culto não ritual. Por culto entendemos um dom, um ato de benevolência com Deus, e então este ato de benevolência não é mais constituído por ritos, mas é constituído pela vida mundana, pela vida profana.” (O texto reproduz uma parte do debate seguido ao relatório sobre A laicidade de quem crê, pode ser acessado, em italiano, clicando aqui:

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