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14 Abril 2016

Francisco não é um papa autoritário. Mas, na Amoris laetitia, fala uma pessoa com uma forte consciência de si. O documento é um estímulo para a Igreja, que vai muito além do matrimônio e da família.

A reportagem é de Klaus Nientiedt, publicada no sítio Konradsblatt-online.de, 12-04-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O presidente do Comitê Central dos Católicos Alemães, Thomas Sternberg, afirma que, com o recente documento papal, a Igreja Católica volta fortemente a se aproximar da realidade da vida das pessoas. E os teólogos Eberhard Schockenhoff e Hubert Wolf falam nada menos do que de uma "mudança de paradigma".

Embora poucos dias depois da publicação da Amoris laetitia ainda não seja possível ver qual será o caminho dos católicos, uma coisa é certa: não se pode descrever apenas com a palavra "continuidade" aquilo que o papa escreveu aos católicos de todo o mundo.

E não só no que diz respeito a matrimônio e família. A Amoris laetitia também demonstra uma surpreendente autoconsciência do papa. Antes, ele a tinha dado a entender. Agora, Francisco a demonstra novamente a propósito de um dos temas até agora centrais do seu pontificado: esse bispo de Roma se vê principalmente em um papel de moderador.

Na Amoris laetitia, ele acolhe vozes do Sínodo dos bispos, assume expressões de Conferências Episcopais e com elas cria – também com muita humanidade e amor pela tradição – um estímulo em que ressoa um tom novo.

Aqui, não fala um papa autoritário. Não é usada nenhuma palavra de poder – porém, se subestimaria fortemente o documento se, como já se começa a ouvir, tudo isso não representasse nada de realmente novo.

A Amoris laetitia opera como o documento de um papa que escutou atentamente. Mas que não quer se deixar encerrar em um banal "ou isso ou aquilo", "ou preto ou branco". Ele não está disposto a saltar para o outro lado da cerca que uns e outros já lhe armaram. Aqui fala alguém que tem uma forte consciência de si, que está convencido de que a tradição da Igreja oferece mais possibilidades do que aquilo em que a própria Igreja Católica acreditou por muito tempo.

Esse papa não tem nenhuma intenção de roubar o trabalho dos seus colegas bispos. Mas – levando em conta todas as diversidades de orientações presentes na Igreja – ele indica um novo caminho. Isso também é serviço pela unidade.

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