Amoris laetitia: um novo tom

Revista ihu on-line

A esquerda e a reinvenção da política. Um debate

Edição: 523

Leia mais

A virada profética de Francisco – Uma “Igreja em saída” e os desafios do mundo contemporâneo

Edição: 522

Leia mais

1968, um ano múltiplo – Meio século de um tempo que desafiou diversas formas de poder

Edição: 521

Leia mais

Mais Lidos

  • Os jovens que não gostam do papa Francisco

    LER MAIS
  • Ministérios ordenados para as mulheres? Entrevista com Andrea Grillo

    LER MAIS
  • 'A educação está nocauteada'. Entrevista com Gaudêncio Frigotto

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

14 Abril 2016

Francisco não é um papa autoritário. Mas, na Amoris laetitia, fala uma pessoa com uma forte consciência de si. O documento é um estímulo para a Igreja, que vai muito além do matrimônio e da família.

A reportagem é de Klaus Nientiedt, publicada no sítio Konradsblatt-online.de, 12-04-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O presidente do Comitê Central dos Católicos Alemães, Thomas Sternberg, afirma que, com o recente documento papal, a Igreja Católica volta fortemente a se aproximar da realidade da vida das pessoas. E os teólogos Eberhard Schockenhoff e Hubert Wolf falam nada menos do que de uma "mudança de paradigma".

Embora poucos dias depois da publicação da Amoris laetitia ainda não seja possível ver qual será o caminho dos católicos, uma coisa é certa: não se pode descrever apenas com a palavra "continuidade" aquilo que o papa escreveu aos católicos de todo o mundo.

E não só no que diz respeito a matrimônio e família. A Amoris laetitia também demonstra uma surpreendente autoconsciência do papa. Antes, ele a tinha dado a entender. Agora, Francisco a demonstra novamente a propósito de um dos temas até agora centrais do seu pontificado: esse bispo de Roma se vê principalmente em um papel de moderador.

Na Amoris laetitia, ele acolhe vozes do Sínodo dos bispos, assume expressões de Conferências Episcopais e com elas cria – também com muita humanidade e amor pela tradição – um estímulo em que ressoa um tom novo.

Aqui, não fala um papa autoritário. Não é usada nenhuma palavra de poder – porém, se subestimaria fortemente o documento se, como já se começa a ouvir, tudo isso não representasse nada de realmente novo.

A Amoris laetitia opera como o documento de um papa que escutou atentamente. Mas que não quer se deixar encerrar em um banal "ou isso ou aquilo", "ou preto ou branco". Ele não está disposto a saltar para o outro lado da cerca que uns e outros já lhe armaram. Aqui fala alguém que tem uma forte consciência de si, que está convencido de que a tradição da Igreja oferece mais possibilidades do que aquilo em que a própria Igreja Católica acreditou por muito tempo.

Esse papa não tem nenhuma intenção de roubar o trabalho dos seus colegas bispos. Mas – levando em conta todas as diversidades de orientações presentes na Igreja – ele indica um novo caminho. Isso também é serviço pela unidade.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Amoris laetitia: um novo tom - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV